segunda-feira, junho 23, 2014

CINZAS DO NORTE

Depois de muitos elogios da crítica especializada, li o romance Cinzas do Norte: o romance que não ensina nada. Leitura arrastada, personagens insípidos, cujos nomes são cortados: Trajano é Jano; Raimundo é Mundo; Olavo é Lavo; e por aí vai. E para sacanear o personagem? Um leitor desatento perde logo o interesse, pois percebe que nenhum narrador onisciente nomina assim seus personagens. Por outro lado, não há paisagem interior, os sentimentos surgem e daí se seguem as cenas sem que percebamos o que se passa no interior daquelas almas sem cheiro e cor.
O romance é narrado do ponto de vista de Lavo, que não lava nada, pois nada acrescenta aquele mundinho árido na selva do romance.
Em suma, Cinzas do Norte foi incensado sem nenhum merecimento por nossa crítica especializada.


 Celso Gomes

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