quarta-feira, setembro 08, 2010

ELEIÇÕES 2010

Dilma tem nesse momento 64% dos votos válidos



No sexto dia das medições do tracking Vox Populi/Band/iG para a eleição presidencial, a petista Dilma Rousseff obteve 55% e o tucano José Serra 22% das intenções de voto. Pela primeira vez desde o início da medição, no dia 1 º de setembro, a petista oscila positivamente acima da margem de erro que é de 2,2 pontos percentuais. O mesmo ocorre com o candidato tucano, que oscila negativamente além da margem de erro. No dia 1º, Dilma tinha 51% e Serra 25%.

A candidata Marina Silva (PV), terceira colocada, apresentou novamente 8% das intenções de voto –mesmo percentual da última pesquisa. Brancos e nulos são 4%, indecisos somam 10%, mesmo índice do levantamento do dia anterior, e os outros candidatos têm 1%.

A pesquisa, publicada diariamente pelo iG, ouve novos 500 eleitores a cada dia. A amostra é totalmente renovada a cada quatro dias, quando são totalizados 2.000 entrevistados.

Na pesquisa espontânea, quando o nome do candidato não é apresentado ao entrevistado, Dilma ocilou positivamente um ponto e tem 44%, Serra por sua vez oscilou negativamente e marca 17%, dois pontos a menos que a sondagem anterior, e Marina Silva 6%.

A petista apresentou melhora em todas as regiões do País e segue na liderança. Já Serra, oscilou negativamente em todas as regiões. Dilma tem seu melhor desempenho na região Nordeste, onde soma 71% dos votos contra 15% de Serra e 5% de Marina.

Destaques CartaCapital

Dá pra virar? Não

Por Mauricio Dias 6 de setembro de 2010 às 17:04h

Nenhum candidato à frente nas pesquisas, como Dilma, no horário eleitoral gratuito perdeu a eleição.

A campanha de Serra tenta evitar que tudo piore ainda mais e busca fôlego em slogan surrado – “Hora da virada” – diante do fracasso dos factoides. O fato é que não houve virada em nenhuma das cinco eleições realizadas após a retomada da disputa pelo voto direto, em 1989, já com a propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

O histórico das competições presidenciais, polarizadas entre o PSDB e o PT, aponta para a decisão no primeiro turno.

Em 1989, não havia essa polarização e 22 candidatos competiam. Fernando Collor foi para o segundo turno com o dobro das intenções de voto em Lula (22% contra 11%, em porcentuais redondos) e ganhou a eleição. Leonel Brizola teve menos de 500 mil votos do que Lula.

Em 1994 e 1998, o tucano FHC liquidou a fatura contra Lula no primeiro turno. Valeu-se da estabilidade da moeda, proporcionada pelo Plano Real, criado no governo Itamar Franco.

Lula admite, hoje, com razão, que seria um desastre se vencesse aquelas eleições que embalaram sonhos generosos, mas ingênuos.

A exemplo do que ocorreu em 1989, houve um grande número de concorrentes na eleição de 2002. Ciro Gomes (PTB) e Anthony Garotinho (PSB) foram os que, fundamentalmente, impediram a vitória de Lula no primeiro turno. Com 34% das intenções de voto, o petista entrou no horário eleitoral à frente de Ciro Gomes (25%) e de José Serra (14%), além de Garotinho (11%), e ganhou a eleição no segundo turno do tucano, que subiu 4 pontos no horário eleitoral e chegou a 18%, em segundo lugar (gráfico).

Em 2006, após cruzar a tormenta das denúncias do chamado “mensalão” no ano anterior, Lula disputou a reeleição contra o ex-governador, também paulista e também tucano, Geraldo Alckmin. A história se confirmou. Lula entrou na etapa da propaganda eleitoral gratuita à frente de Alckmin, com mais que o dobro das intenções de voto: 46% contra 21%.

Por que a eleição foi esticada para o segundo turno, por muito pouco, já se sabe. Houve a denúncia contra os chamados “aloprados” do PT. Mas o impacto não foi provocado pelos programas do horário eleitoral. A denúncia foi explorada ao máximo pelo Jornal Nacional e teve forte repercussão na mídia escrita. Mesmo assim, mantendo o histórico das eleições, Lula venceu.

É atrás de escândalo semelhante ou mais forte que a oposição anda. Um fato novo, real, que possa ser manipulado para impactar a opinião pública. Mentira não cola.

A vitória de Dilma, se confirmada, jogará por terra, mais uma vez, a influência da mídia sobre eleitores de renda mais baixa e de menor escolaridade. É um mito alimentado pelo preconceito. A imprensa brasileira, em ação implacável contra a candidatura Dilma, talvez aprenda que pobres e ricos só votam por interesse concreto. Voto ideológico, à esquerda ou à direita, é instrumento político da minoria.

Por essas razões, a margem de erro é muito curta, quando se diz “Não” em resposta à pergunta angustiada feita pela oposição: “Dá pra virar?”

Mauricio Dias

Maurício Dias é jornalista, editor especial de CartaCapital.



<$BlogItemTitle$>

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Fala aí Celso, beleza?Tudo bem c/ vc?Cara, vejo q vc está meio indignado, ou melhor dizendo, muito puto c/ a oposição, certo?Me mandar uma enxurrada de e-mails assim, só muito irado....Meu caro amigo, vivemos numa outra esfera e, como vc sabe, a galera têm hoje uma outra visão da política....A molecada está bem sintonizada e ciente do que quer, fica tranqüilo....Eu nunca conversei nada sobre política com o meu filho e, na sua primeira eleição, ele me disse q vai votar na Dilma.Como disse o Lula: Eles estão desesperados e a saída é o jogo baixo. "Porque se chamava homemTambém se chamavam sonhosE sonhos não envelhecemEm meio a tantos gaseslacrimogêniosFicam calmos, calmos, calmos" Um abraço!!!

2:17 PM  

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home