quinta-feira, setembro 30, 2010

O jogo é sujo!


Como dizia Eloi Beneduzzi, ex-dirigente da CUT, o campo é redondo, a bola é quadrada e o juiz é deles.

O advogado do Governo FHC transformado sem mérito em Ministro do Supremo fez mais uma das suas. Após ligação de José Serra, testemunhada por jornalistas da Folha de São Paulo, o Ministro Gilmar Mendes do STF pediu vistas do processo que pode derrubar a exigência de dois documentos na hora de votar, quando já havia sido colhido o voto de sete ministros derrubando a exigência estapafúrdia.

Há unanimidade entre os analistas de que esta exigência prejudicaria a candidata do PT, pois pode aumentar a abstenção nas faixas de menor escolaridade, parcela do eleitorado na qual Dilma é a candidata com maior percentual nas intenções de voto.

Algumas perguntas me surgem: qual o interesse da Folha em denunciar a ligação telefônica de José Serra para Gilmar Mendes; abandonou o candidato na reta final, ou resolveu voltar ao jornalismo e abandonar a luta política?

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sexta-feira, setembro 24, 2010

ELEIÇÕES 2010

Pesquisas

O Datafolha, último dos institutos de pesquisa a reconhecerem que Dilma havia passado Serra nas intenções de voto em agosto, detectou uma queda de 5% percentuais na última pesquisa.

A tática do Partido da Mídia Golpista é: bater, bater e bater em Dila e referendar sua queda através de pesquisas pouco confiáveis. Tentando levar as eleições para o segundo turno.

Entretanto, o Vox Populi, que já sofreu ações judiciais do PSDB para mostrar seus questionários por ter sido o primeiro instituto de pesquisas a demontrar o óbvio, que Dilma liderava as intenções de voto para Presidência de República, não confirma a queda de Dilma detectada pelo Datafolha nesta semana.

Segue a matéria.

"Vox Populi mostra Dilma com 51% e Serra com 24%

agestado

A vantagem da candidata Dilma Rousseff (PT) sobre o seu adversário José Serra (PSDB) na disputa presidencial segue em 27 pontos porcentuais. Divulgada hoje, pesquisa Vox Populi de intenções de voto, encomendada pela TV Bandeirantes e pelo portal iG, mostra a petista com 51%, enquanto o tucano tem 24%.

Na mostra anterior, de 17 de setembro, os porcentuais dos dois candidatos eram os mesmos. Se as eleições fossem hoje, Dilma venceria a disputa no primeiro turno, levando em conta os votos válidos.

A candidata do PV, Marina Silva, subiu de 8% para 10%, em relação ao levantamento anterior. Os demais candidatos não chegaram a 1% das intenções de voto.

O total de votos brancos e nulos é de 5% e 9% não sabem ou não responderam em quem vão votar. A TV Bandeirantes não divulgou o cenário da pesquisa em um eventual segundo turno.

A pesquisa foi realizada com 3.000 eleitores entre os dias 18 e 21 de setembro. A margem de erro é de 1,8 ponto porcentual para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo número 31.705/2010.
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quarta-feira, setembro 22, 2010

ELEIÇÕES 2010

Eleições 2010


Fonte Datafolha

Senado São Paulo
Após as mudanças provocadas pela saída de Quércia e a ascensão de Netinho desde o início da campanha, a concorrência por uma das duas vagas ao Senador pelo Estado de São Paulo passa por um momento de estabilidade. É o que aponta a pesquisa Datafolha realizada entre os dias 13 e 14 de setembro, que traz Marta (35%) e Netinho (34%) na liderança da disputa.

Foram ouvidas 2114 pessoas em 60 cidades do Estado de São Paulo entre os dias 13 e 14. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Na terceira colocação aparece Romeu Tuma (PTB), que tem 22% das indicações de voto, oscilação de um ponto sobre o levantamento anterior. Aloysio Nunes (PSDB), que herdou o tempo de Quércia no horário eleitoral gratuito e dobrou seu tempo de exposição, ainda não conseguiu capitalizar essa vantagem e tem 17%, um ponto a mais do que na semana passada. No início da campanha, o tucano aparecia com 4%. A seguir, na disputa pela vagas de senador, vêm Ciro (PTC), com 11%, Moacyr Franco (PSL), com 7%, Ana Luiza (PSTU) e Ricardo Young (PV), com 3% cada um deles. Os candidatos Serpa (PSB), Marcelo Henrique (PSOL) e Dirceu Travesso (PSTU) têm 2%, cada. Afonso Teixeira (PCO) e Mazzeo (PCB) têm 1%, cada, e Doutor Redó (PP) e Ernesto Pichler (PCB) foram citados mas não atingiram 1%.

Declararam votar em branco e nulo para uma das vagas 11% dos eleitores, enquanto 7% afirmam que farão o mesmo para as duas vagas em disputa. Outros 26% não sabem em quem votar para uma vaga, indecisão que é de 15% para as duas vagas.

Senado Minas Gerais
Aécio volta a crescer nas intenções de voto para o senado em pesquisa Datafolha a menos de 20 dias das eleições e alcança 71% das citações, índice que era de 67% na pesquisa anterior. O ex-presidente Itamar Franco (PPS) oscilou negativamente dois pontos percentuais e alcança 40%. Pimentel (PT), ex-prefeito da capital mineira, oscilou três pontos e chega a 32% das intenções de voto, ante 29% da pesquisa anterior.

Senado Rio de Janeiro
Lindberg (PT) divide liderança com Crivella (PRB)
Pesquisa Datafolha de intenção de voto para senador do Estado do Rio de Janeiro confirma a mudança na preferência dos eleitores detectada na última pesquisa. Marcelo Crivella e Lindberg empatam na disputa ao senado com 40% e 38% das intenções de voto. Em terceiro lugar aparece César Maia (DEM) com 27% das intenções.

Na pesquisa realizada no início de agosto, Crivella tinha 40% das intenções de voto e liderava sozinho a disputa, perdeu três pontos na pesquisa seguinte indo a 37%, depois voltou ao percentual de agosto, ficando com 40% e agora repete o mesmo índice. Lindberg tinha 22% no início de agosto, no final daquele mês oscilou dois pontos, indo a 24%, depois ganhou doze pontos chegando a 36% das intenções de voto e agora oscilou mais dois pontos indo a 38%. Considerando que a margem de erro para o total da amostra é de três pontos percentuais, Crivella poderia ter entre 43% e 37% e Lindberg poderia ter entre 41% e 35%, o que configura um empate técnico. Maia, no mesmo período tinha 33%, oscilou negativamente um ponto no final de agosto, depois oscilou negativamente mais três pontos chegando a 29% das menções e agora oscila mais dois pontos e vai a 27% das intenções de voto.

Jorge Picciani, do PMDB, aparece com 21% (na pesquisa anterior tinha 22%). Waguinho (PTdoB) aparece com 7%, Marcelo Cerqueira (PPS) e Milton Temer (PSOL) aparecem com 4%. Carlos Dias (PTdoB) tem 3%, Wladimir Mutt (PCB) e Claiton (PSTU) têm 1%, cada. Heitor (PSTU) é citado mas não atinge 1%.

Afirmaram votar em branco ou nulo para uma das vagas 14% dos entrevistados, para as duas vagas 8%, 22% não sabem em quem votar para uma das vagas e 10% para as duas vagas.


Deputado Federal Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) é o nome mais indicado pelos eleitores, com 2% das intenções de voto. Com 1% das indicações aparecem o ex-jogador Romário (PSB) e o apresentador Wagner Montes (PDT), além de Bolsanaro (DEM), Deley (PSC) e Rogério Vilanova (PSDB). Os demais não atingiram esse índice no Estado, onde 64% dos eleitores não souberam indicar um candidato à Câmara dos Deputados.

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terça-feira, setembro 21, 2010

A mídia, o grande partido político

A mídia, o grande partido político


Lula, sob ataque cerrado da imprensa serrista, resolve partir para a briga e acusa a mídia de partidarismo sem legitimidade.

Lula está certo.

A atuação política da mídia nestas eleições é ilegal, inconstitucional e ilegítima. A imprensa não é partido político.

No Brasil, a imprensa tem atuado muito mais no campo da luta política do que da informação. Atua muito mais como partido político da burguesia do que como meio de informação.

Nestas eleições a mídia perdeu a compostura. Sem qualquer freio, os meios de comunicação de massa estão pautando as discussões políticas, criando fatos políticos sucessivos para desestabilizar o governo de esquerda, legitimamente eleito e aprovado pela população, e evitar a eleição de sua sucessora que lidera amplamente as pesquisas de opinião.

Agora, sob ataque de Lula, não toleram qualquer freio, qualquer censura, qualquer restrição ao seu poder de mando e chamam o feito à ordem argumentando que há um risco para a democracia brasileira.

Qual nada! Não há risco nenhum.

Ao contrário, a atuação desastrada desta mídia remonta ao tempo dos militares.

Vejamos.

A Rede Globo, foi criada mediante um acordo do empresário Roberto Marinho com a ditadura militar em 1965, e durante vinte anos foi a voz do regime político de exceção que se instalara.

Posteriormente, a Globo interferiu ativamente na vida política brasileira sem nenhuma legitimidade para tal. Entre outras, cito: na campanha das diretas; o caso Proconsult quando estava roubando a primeira eleição do Brizola; na edição do debate entre os candidatos à presidência do Brasil, Lula e Collor, em 1989; na crise do mensalão, quando passou a reverberar em manchetes quaisquer denúncias, mesmo sem provas, contra o governo Lula e o PT, feitas por qualquer um, fazendo uma campanha sistemática de desmoralização da esquerda brasileira.

Quando Jorge Bornhausen falou em extinguir a raça dos petistas, a Globo não o acusou de nazista, como agora fez com o troco de Lula. Detalhe: Jorge Bornhausen falou fora do contexto eleitoral, Lula dentro da campanha eleitoral e da luta política que se acirrou muito nos últimos meses pela invasão da mídia em terreno impróprio.

Há muito desisti de assistir o noticiário televisivo que se tornou o principal meio de informação de uma população sem acesso a educação, manipulada ao extremo.

Recentemente, no caso da quebra do sigilo fiscal da filha de Serra, a Globo silenciou sobre a prisão do sargento PM que espionava os adversários políticos da Governadora Ieda Crusius do PSDB. Quebra de sigilo já comprovada, com a prisão dos responsáveis.

Enquanto isso, o grupo Globo fazia ilações sobre a participação de petistas em um episódio mais próximo da polícia do que da política.

Exemplos de antijornalismo durante o Governo Lula não faltam: mensalão, apagão aéreo, febre amarela, tentativa de envolver o PT com Daniel Dantas que é ligado umbilicalmente ao PSDB, etc.

Abundam exemplos diários de partidarismo em favor de Serra: manchete de O Globo há algumas semanas: Responsável pela quebra de sigilo tucano é sindicalista do ABC.

É mentira!

Até o momento o que se extraiu do episódio está mais próximo das páginas policiais do que política. A propósito, a servidora que acessou os dados em depoimento à Polícia Federal afirmou que fazia os acessos mediante o pagamento de propina e, pasmem, não era sindicalista.

Houve desmentido do jornal? Houve um “Erramos”? Nada. Ficou o dito por não dito e segue em frente.

A mensagem subliminar sindicalista do ABC diz alguma coisa?

Nem Goebbels faria melhor.

Por outro lado, esconde da população o envolvimento tucano com a privataria das estatais; o mensalão mineiro que envolvia o presidente do PSDB Eduardo Azeredo; as falcatruas de Ieda Crusius governadora do Rio Grande do Sul filiada ao PSDB; os motivos pelos quais se investiga Eduardo Jorge, secretário–geral do PSDB; a quebra de sigilo perpetrada por Verônica Serra em 2001, quando foi quebrado o sigilo de 60 milhões de pessoas; que Arruda, governador cassado e preso do Distrito Federal, filiado ao DEM, seria o Vice de Serra nestas eleições; etc.

A denúncia de Lula é bastante pertinente, pois essa mídia golpista está pautando as eleições, criando um clima de escândalos para levar seu candidato impopular para o segundo turno, quando espera dar um tiro com bala de prata em Dilma.

Ora, Dilma não é vampira. Tampouco essa mídia possui todo esse poder.

O jornalismo impresso se destina aos cidadãos capazes de ler um jornal e dele extrair algum sentido, os tais formadores de opinião. No entanto, uma nova classe média está surgindo no país e esta nova classe desconfia dos tais formadores de opinião, por seu apoio histórico às bandeiras contrárias aos interesses do povo trabalhador, bem como pela adesão maciça desta mídia à ideologia neoliberal que governou o país durante 10 anos, nos governos Itamar Franco e FHC.

Enquanto os EUA despejavam toneladas de bombas sobre o povo vietnamita, Hồ Chí Minh disse: contruiremos um Vietnam mil vezes mais bonito.

Aqui, sob esse ataque massivo desta mídia conservadora, afirmo: construiremos um Brasil mil vezes mais bonito quando enterrarmos de vez essa mídia golpista e antidemocrática que sempre esteve do lado oposto das grandes lutas do povo brasileiro e que não pratica a liberdade de imprensa ou de expressão, colocando-se na luta política, atuando como partido político dos poderosos sem legitimidade.



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terça-feira, setembro 14, 2010

O caso do dossiê

Reflexões acerca do silêncio da oposição sobre o caso da quebra do sigilo fiscal de Veônica Serra, ou, porque José Serra se calou?

Após duas semanas acusando Dilma Rousseff pela quebra do sigilo fiscal de sua filha, José Serra silenciou sobre o caso. Porque?

Teria compreendido que o episódio é caso de polícia, não de política?

A Corregedoria da Receita Federal detectou quase 3 mil acessos imotivados realizados pelo computador de Adeildda Ferreira, a servidora de Mauá no centro do escândalo.

Se o PT domina a máquina pública como acusa Serra, porque este Partido político usaria o obscuro e suposto contador Atella com uma procuração falsa para acessar os dados que seriam acessíveis de outra forma?

Crendo em Serra: Dilma é culpada. O que a candidata ganhou com isso?

Se o PT mandasse às favas os escrúpulos, como Dilma se beneficiaria?

O TSE arquivou o pedido desesperado de impugnação da candidatura de Dilma efetuado pela oposição, pois as "provas" usadas pelo PSDB não demonstravam qual o benefício auferido pela candidata do PT.

Seriam "provas" as matérias jornalísticas produzidas pela imprensa serrista?

O PT sabe que usar dados fiscais obtidos de forma ilícita é crime e, antes de tudo, sucídio político.

Dilma e o PT não têm nada a ver com o caso.

Logo, resta a pergunta:
quem queria os dados fiscais de Verônica Serra e com qual objetivo?

Todas as setas apontam para Minas Gerais.

Teria Aécio Neves utilizado de expediente tão serrista como antídoto, após receber notícias que Marcelo Itagiba o espionava a serviço da pré-candidatura de Serra, em suas andanças pelo Leblon?

Caso positiva a resposta: seria esse o motivo do silêncio de Serra?

Se Serra em 2009 já sabia da quebra do sigilo de seus familiares, conforme comprova a matéria do SBT postada no Youtube, quando classificou o fato como criminoso e sem conotação política, porque o fez agora?

Foi um ato desesperado de um político que se aproxima do ostracismo político, como seu ex-amigo FHC?

Ou a oposição e sua mídia sem vergonha ficaram em pânico nesse agosto de 2010, quando uma maré vermelha começou a tomar o país?

Ou o episódio visava apenas vedar o crescimento de Dilma e Mercadante no principal reduto tucano: São Paulo?

As pesquisas eleitorais divulgadas neste fim de semana apontam para estabilidade no quadro.

Tais pesquisas teriam o condão de fazer o comando do PSDB recuar, ou a oposição já teria ciência de que o assunto estaria esgotado e que a nova pauta seria Erenice Guerra?

Perguntas, apenas perguntas.

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sexta-feira, setembro 10, 2010

PESQUISAS ELEITORAIS

Blog do Flávio Loureiro


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PESQUISAS: NADA DE NOVO NO FRONT

Segundo o Vox, nenhuma alteração na campanha

Enviado por luisnassif, qui, 09/09/2010 - 18:36

Análise de João Francisco Meira, do Vox Populi, sobre o tracking do iG-Bandeirantes: não está acontecendo nada.
Não existe nenhuma oscilação significativa, diz ele. Dada a natureza do tracking, tem que se acompanhar a curva dos candidatos, não os resultados diários. E a curva não mostra nenhuma alteração significativa após o caso do tal dossiê.
Metade da população ficou sabendo do assunto, diz ele. Dessa metade, os eleitores da Dilma tendem a acreditar nela, os do Serra, nele, e os indecisos tendem a acreditar mais na Dilma que no Serra.
Ele não entende o fuzuê em torno da quebra de sigilo. «Vocês, jornalistas, estão carecas de saber que sigilo fiscal no Brasil é uma peneira», diz ele. Em qualquer loja que se vá, na compra de um carro, de um eletrodoméstico, o gerente pede um instante para consultar o crédito. Liga para um sujeito denominado de analista de crédito que tem todas as informações do candidato ao financiamento, do Imposto de Renda ao Serasa. Basta uma olhada no Google para encontrar centenas de traficantes de informações sigilosas, diz ele.
Ligar esse tema à campanha é forçar a barra.
João Francisco diz para mudar o disco, que a história do tal dossiê já se esgotou sem ter acrescentado nada a Serra.

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SERRA JÁ SABIA DAS QUEBRAS DE SIGILO HÁ ALGUNS ANOS

SERRA JÁ SABIA DAS QUEBRAS DE SIGILO


Em video do SBT de alguns anos atrás, quando se soube que na rua Santa Efigenia se comprava senhas para acessar mais de 17 milhões de sigilos fiscais, José Serra, muito tranquilo, fala que toda sua familia tinha sido acessada, e que era um absurdo. Fica claro que esse fato era totalmente conhecido pelo candidato e que não tinha conotação política.
Agora, vendo que sua eleição está perdida, Serra e mídia estão fazendo esse jogo sujo com Dilma apenas com finalidade eleitoral.

Veja só: http://www.youtube.com/watch?v=pIKDfaN5K5A&feature=related

quinta-feira, setembro 09, 2010

O GOLPE DO DOSSIÊ

O GOLPE DO DOSSIÊ


Depois de apanhar por várias semanas do candidato José Serra, e da Mídia Golpista, nomeie-se: O Globo, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Revista Veja, e outros de menor importância, finalmente, no feriado da independência, o PT reagiu aos golpes baixos da oposição e pediu à Polícia Federal que ouça Amaury Ribeiro Jr., jornalista que escreveu um livro (ainda não publicado) sobre os bastidores sujos das privatizações durante os dois governos de FHC e que trabalhava até o início deste ano no Estado de Minas, terra de Aécio Neves.

Após o contra-ataque petista o presidenciável tucano recuou e, em entrevista, disse: “Por mim, este assunto morreu aqui. Não pretendo mais tocar neste assunto (esclareça-se: o caso da quebra do sigilo fiscal de Verônica Allende, filha de Serra) deixo a decisão de prosseguir nas mãos do partido. O caso, agora, é uma questão do partido, não minha”.

Por que Serra não quer mais levar o assunto adiante?

O linguista norte-americano Noam Chomsky elaborou uma lista de 10 estratégias de manipulação através da mídia. Uma delas é perfeitamente aplicável à atuação de Serra e seus asseclas da grande imprensa: utilizar o aspecto emocional muito mais do que a reflexão.

Por meio desta estratégia de manipulação, a mídia faz uso do aspecto emocional como uma técnica para causar um curto circuito na análise racional, e pôr fim ao sentido crítico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos.

Qual é a idéia que querem nos incutir através desse clima de escândalos?

Uma outra estratégia da lista de Chomsky é perfeitamente aplicável ao caso do suposto dossiê contra Serra: a estratégia da distração.

Por meio desta, o elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.

A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da política, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética e manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar.

Ora, ora, querem nos distrair com o caso do dossiê porque a oposição não tem propostas para o Brasil.

O modelo defendido pela dupla PSDB - DEM (PFL) ruiu em 2009.

Porque Serra não fala mais em Estado mínimo, privatizações, flexibilidade das normas trabalhistas, etc.?

Porque Serra não defende em seu programa eleitoral as medidas socioeconômicas do neoliberalismo que nos foram impostas pelo governo FHC durante seus mandatos de 1994-2002?

Porque Rodrigo Maia nega que o DEM ingressou com a ADI 3314 no Supremo Tribunal Federal em face do PRO-UNI, programa do governo federal que está levando milhares de jovens carentes às universidades?

Voltemos ao dossiê e aos motivos que levaram José Serra a capitular após a adesão maciça da mídia golpista ao golpe do dossiê.

Durante todo o segundo mandato de Lula, a oposição ficou dividida entre Serra e Aécio Neves, que travavam uma disputa acirrada pela candidatura tucana.

Serra - que já possui prática no assunto, pois teria detonado a candidatura de Roseana Sarney com a fotografia daquela dinheirama no escritório de seu marido, bem como armado aquela arapuca para os petistas aloprados em 2006 - teria feito um dossiê sobre Aécio Neves e enviado recados por meio de jornalistas sobre os hábitos pouco ortodoxos do tucano mineiro. Aécio se indignou e reagiu pedindo ao jornal O Estado de Minas para investigar Serra e municiá-lo na disputa.

O jornal mineiro passou a tarefa para Amaury Ribeiro Jr. e outros jornalistas.

No início deste ano, Serra derrotou Aécio Neves internamente, por razões que a própria Razão desconhece, e ambos selaram uma trégua.

Logo depois, Serra saiu do governo de São Paulo e se candidatou à sucessão de Lula.

Aécio derrotado e magoado pela forma como foi detonado nos bastidores, candidatou-se ao Senado federal e iniciou sua campanha descolada da campanha presidencial.

As denúncias de Amaury Ribeiro Jr. não são publicadas, e ele deixa o jornal O Estado de Minas.

Com bastante material contra Serra, conseguido sabe-se lá como, Amaury Ribeiro Jr. se aproxima da campanha de Dilma, levado pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, que é próximo de Aécio Neves, trazendo com ele o material sobre Serra e os tucanos.

O material não foi aceito pelo PT.

Luiz Lanzetta é demitido por Dilma do posto de coordenador de imprensa da campanha oficial.

Fernando Pimentel é afastado da coordenação da campanha.

Amaury guardou tudo e anunciou aos amigos que escreveria um livro sobre as privatizações tucanas e as sociedades da família Serra com certos empresários.

Pergunta: o vingativo Aécio Neves teria levado Amaury para a campanha do PT através de Fernando Pimentel?

Em junho de 2010 surgem as primeiras notícias sobre a quebra de sigilo de Eduardo Jorge e da filha de Serra, mas sem todos os detalhes sobre o início da investigação.

No mesmo mês, Leandro Fortes publicou na Carta Capital reportagem reveladora, com todos os detalhes sobre o caso. Entretanto, as notícias que surgem vinculam o PT à fabricação do dossiê e a mídia golpista passa a esconder que este teria sido encomendada por Aécio Neves na disputa contra Serra no ano anterior.

Em agosto de 2010, todas as pesquisas de opinião apontam Dilma como líder e ganhando as eleições no primeiro turno.

Pior: Dilma cresce sobre o eleitorado que não havia se decidido no reduto tucano e Serra cai dentro de seu próprio eleitorado tradicional.

Desesperado, Serra resolve usar o caso, mas sem revelar a vertente mineira.

A oposição ingressa com ação no TSE pedindo a impugnação da candidatura Dilma, tentando dar um golpe branco na população. Como se diz popularmente: ganhar no tapetão.

O TSE arquiva o pedido.

O Partido da mídia golpista compra a versão de Serra e passa a dar amplo destaque para o vazamento de informações da Receita Federal, mas sem contar como começou a investigação, criando um clima de escândalos propício para o estelionato eleitoral que se avizinha: levar Serra para o segundo turno a qualquer custo.

Golpe sujo: a mídia sabendo a origem da quebra do sigilo e da luta tucana dos dossiês segue sangrando a candidata Dilma com o propósito de levar a oposição ao segundo turno.

Onde estão as propostas políticas da oposição?

O programa político-eleitoral da oposição se tornou o samba de uma nota só: quebra de sigilo.

Vão governar o Brasil com esse mote?

Estelionato eleitoral: escondem da população que são contra o PRO-UNI, a favor do Estado mínimo, de privatizações de setores estratégicos para o desenvolvimento do país, a favor da flexibilização das normas trabalhistas, e de várias medidas econômicas do neoliberalismo tardio que nos foram impostas pelo governo FHC.

Feriado de 7 de setembro, o PT decide reagir jogando a bomba de volta para o colo do tucano Aécio Neves.

Lula vai para a TV e acusa a oposição de golpe e de jogo sujo e o partido pede que a Polícia Federal ouça Amaury Ribeiro Jr.

O Estado de Minas silencia sobre o escândalo da Receita.

Merval Pereira de O Globo passa a ligar Zé Dirceu à Dilma e a quebra de sigilo vira assunto subjacente à criação de um serviço de informação petista. Ps. O articulista deveria escrever um romance, tal sua capacidade criativa.

A mídia golpista segue a falar do escândalo, mas seu candidato silencia.

E se o jornalista Amaury Ribeiro Jr. contar a história completa?

quarta-feira, setembro 08, 2010

ELEIÇÕES 2010

Dilma tem nesse momento 64% dos votos válidos



No sexto dia das medições do tracking Vox Populi/Band/iG para a eleição presidencial, a petista Dilma Rousseff obteve 55% e o tucano José Serra 22% das intenções de voto. Pela primeira vez desde o início da medição, no dia 1 º de setembro, a petista oscila positivamente acima da margem de erro que é de 2,2 pontos percentuais. O mesmo ocorre com o candidato tucano, que oscila negativamente além da margem de erro. No dia 1º, Dilma tinha 51% e Serra 25%.

A candidata Marina Silva (PV), terceira colocada, apresentou novamente 8% das intenções de voto –mesmo percentual da última pesquisa. Brancos e nulos são 4%, indecisos somam 10%, mesmo índice do levantamento do dia anterior, e os outros candidatos têm 1%.

A pesquisa, publicada diariamente pelo iG, ouve novos 500 eleitores a cada dia. A amostra é totalmente renovada a cada quatro dias, quando são totalizados 2.000 entrevistados.

Na pesquisa espontânea, quando o nome do candidato não é apresentado ao entrevistado, Dilma ocilou positivamente um ponto e tem 44%, Serra por sua vez oscilou negativamente e marca 17%, dois pontos a menos que a sondagem anterior, e Marina Silva 6%.

A petista apresentou melhora em todas as regiões do País e segue na liderança. Já Serra, oscilou negativamente em todas as regiões. Dilma tem seu melhor desempenho na região Nordeste, onde soma 71% dos votos contra 15% de Serra e 5% de Marina.

Destaques CartaCapital

Dá pra virar? Não

Por Mauricio Dias 6 de setembro de 2010 às 17:04h

Nenhum candidato à frente nas pesquisas, como Dilma, no horário eleitoral gratuito perdeu a eleição.

A campanha de Serra tenta evitar que tudo piore ainda mais e busca fôlego em slogan surrado – “Hora da virada” – diante do fracasso dos factoides. O fato é que não houve virada em nenhuma das cinco eleições realizadas após a retomada da disputa pelo voto direto, em 1989, já com a propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

O histórico das competições presidenciais, polarizadas entre o PSDB e o PT, aponta para a decisão no primeiro turno.

Em 1989, não havia essa polarização e 22 candidatos competiam. Fernando Collor foi para o segundo turno com o dobro das intenções de voto em Lula (22% contra 11%, em porcentuais redondos) e ganhou a eleição. Leonel Brizola teve menos de 500 mil votos do que Lula.

Em 1994 e 1998, o tucano FHC liquidou a fatura contra Lula no primeiro turno. Valeu-se da estabilidade da moeda, proporcionada pelo Plano Real, criado no governo Itamar Franco.

Lula admite, hoje, com razão, que seria um desastre se vencesse aquelas eleições que embalaram sonhos generosos, mas ingênuos.

A exemplo do que ocorreu em 1989, houve um grande número de concorrentes na eleição de 2002. Ciro Gomes (PTB) e Anthony Garotinho (PSB) foram os que, fundamentalmente, impediram a vitória de Lula no primeiro turno. Com 34% das intenções de voto, o petista entrou no horário eleitoral à frente de Ciro Gomes (25%) e de José Serra (14%), além de Garotinho (11%), e ganhou a eleição no segundo turno do tucano, que subiu 4 pontos no horário eleitoral e chegou a 18%, em segundo lugar (gráfico).

Em 2006, após cruzar a tormenta das denúncias do chamado “mensalão” no ano anterior, Lula disputou a reeleição contra o ex-governador, também paulista e também tucano, Geraldo Alckmin. A história se confirmou. Lula entrou na etapa da propaganda eleitoral gratuita à frente de Alckmin, com mais que o dobro das intenções de voto: 46% contra 21%.

Por que a eleição foi esticada para o segundo turno, por muito pouco, já se sabe. Houve a denúncia contra os chamados “aloprados” do PT. Mas o impacto não foi provocado pelos programas do horário eleitoral. A denúncia foi explorada ao máximo pelo Jornal Nacional e teve forte repercussão na mídia escrita. Mesmo assim, mantendo o histórico das eleições, Lula venceu.

É atrás de escândalo semelhante ou mais forte que a oposição anda. Um fato novo, real, que possa ser manipulado para impactar a opinião pública. Mentira não cola.

A vitória de Dilma, se confirmada, jogará por terra, mais uma vez, a influência da mídia sobre eleitores de renda mais baixa e de menor escolaridade. É um mito alimentado pelo preconceito. A imprensa brasileira, em ação implacável contra a candidatura Dilma, talvez aprenda que pobres e ricos só votam por interesse concreto. Voto ideológico, à esquerda ou à direita, é instrumento político da minoria.

Por essas razões, a margem de erro é muito curta, quando se diz “Não” em resposta à pergunta angustiada feita pela oposição: “Dá pra virar?”

Mauricio Dias

Maurício Dias é jornalista, editor especial de CartaCapital.



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ELEIÇÕES 2010

Dilma amplia vantagem sobre Serra e tem 55% das intenções de voto

Redação Carta Capital6 de setembro de 2010 às 17:53h No sexto dia do tracking Vox Populi/iG/Band, petista sobe e Serra desce, apesar do escândalo da Receita


A pesquisa na modalidade tracking, divulgada diariamente por Vox Populi/iG/Band, em que as entrevistas são feitas por telefone, não mostrou queda das intenções de voto da candidata Dilma Rousseff, apesar da ampla divulgação do escândalo da violação dos sigilos fiscais de pessoas ligadas ao candidato tucano José Serra.




Dilma aparece com 55%, quatro pontos a mais em relação ao primeiro dia da pesquisa, 1o de setembro. Serra vem em seguida com 22%, três a menos do que no primeiro dia. Marina Silva (PV) se manteve estável, com 8% na pesquisa de 06/09 contra 9% de 01/09.



Ao todo, são entrevistadas 2.000 pessoas por dia. Há uma renovação diária de 500 entrevistados.

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quinta-feira, setembro 02, 2010

Desespero tucano aliado ao partido da mídia golpista


&Mídia alia-se a Serra no escândalo


Publicado em 02-Set-2010 no blog do Zé Dirceu

Noticiário normal e rotineiro de uma sucesão desapareceu...

Na ânsia de forjar e ampliar um pseudo escândalo( leia nota abaixo), os jornais de hoje são um completo contrasenso. Na Folha de S.Paulo e em O Globo o noticiário rotineiro de uma campanha presidencial, de uma sucessão, desapareceu.

Da 1ª a última página de política tudo é ocupado pelo episódio de quebra de sigilos forjado ao gosto tucano-oposicionista. Todas as páginas são ocupadas pelo festival de denúncias em cima de um só fato, fartamente recheado pelo engajamento da mídia na estratégia serrista de fabricar e ampliar o escândalo.

Um escândalo que, a rigor, como o contador Antônio Carlos Atella, que falsificou a assinatura de Verônica Serra é réu confesso - em todos os jornais ele admite o que fez - e se diz eleitor de José Serra, não há mais o que investigar. Ele é o responsável pelo pedido de quebra do sigilo fiscal de Verônica.

Vamos continuar com a campanha normal

Assim, Atella e os funcionários da Receita Federal que ilegal e criminosamente acessaram dados das declarações de mais de 140 cidadãos devem responder pelos crimes que praticaram. Sem contar que o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, em nota, admite que houve falsificação da procuração que permitiu acesso aos dados de Verônica e informa ter tomado as providências cabíveis: encaminhou uma representação ao Ministério Público Federal (MPF) para investigar o caso.

Mesmo com toda essa forçada de barra, não nos acuarão. De nossa parte não conseguirão que entremos neste jogo e nem reação diferente: vamos continuar a denunciar a manobra desesperada da campanha tucana, exigir o direito de resposta em todas as entrevistas e coberturas, e processar todos os que caluniam o PT e nossa candidata, começando pelo próprio presidenciável tucano.

Não vão nos imobilizar com esta campanha da candidatura Serra de calúnia e difamação, de jogo sujo pela qual atribuem ao PT os malfeitos de um grupo criminoso que não tem qualquer vínculo com o partido e cuja figura central (o falso procurador de Veronica Serra) até se diz eleitor do candidato tucano.

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Desespero tucano

Desespero na tentativa de mudar a campanha


Publicado em 02-Set-2010 no blog do Zé Dirceu
O comportamento da oposição e de seu candidato ao Palácio do Planalto, José Serra (PSDB-DEM-PPS) ao tentar reeditar na disputa presidencial, com apoio da mídia, um clima de escândalos e denúncias em torno da quebra de sigilos fiscais é uma tentativa desesperada de mudar o rumo da campanha. Já está mais do que demonstrado, e provado, que este episódio foi crime comum. Não há nada que relacione os fatos criminosos ocorridos nas delegacias da Receita Federal em Mauá (SP) e Santo André (SP) com a campanha da candidata a presidente Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados).

O comportamento da oposição e de seu candidato ao Palácio do Planalto, José Serra (PSDB-DEM-PPS) ao tentar reeditar na disputa presidencial, com apoio da mídia, um clima de escândalos e denúncias em torno da quebra de sigilos fiscais é uma tentativa desesperada de mudar o rumo da campanha.

Já está mais do que demonstrado, e provado, que este episódio foi crime comum. Não há nada que relacione os fatos criminosos ocorridos nas delegacias da Receita Federal em Mauá (SP) e Santo André (SP) com a campanha da candidata a presidente Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados).

Nem um só indício ou fato. Nem um testemunho. Pelo contrário, até agora nenhum dos responsáveis identificados pelas investigações tem relações, ou qualquer tipo de vínculo que seja, com o PT ou a campanha - sejam funcionários que possibilitaram o acesso, seja o contador Antônio Carlos Atella, que utilizou uma procuração para solicitar dados fiscais da empresária Verônica Allende Serra, a filha do candidato tucano a presidente.

Trata-se portanto de puro jogo eleitoral a continuidade da exploração e sensacionalismo em torno disto. E jogo sujo da campanha de Serra, principalmente quando ele acusa Dilma de ter responsabilidade no episódio sem provas, indícios, fatos comprobatórios ou testemunhas.

O que há de fato é que contando com a parceria e o amplo respaldo da mídia, a oposição - Serra à frente - tenta aproveitar a situação para criar um clima suspeito e voltá-lo contra a campanha da candidata petista (leia nota abaixo).



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Quebra de sigilos

Continua a apelação sobre quebra de sigilos


Publicado em 01-Set-2010 no blog do Zé Dirceu

Já está mais do que esclarecido que não foi uma ação política...

Já está mais do que esclarecido que não foi uma ação política, e sim criminosa, a quebra de sigilos fiscais - e vazamentos para a mídia, em alguns casos. A irregularidade atingiu não apenas a filha do presidenciável, José Serra (PSDB-DEM-PPS), empresária Verônica Allende Serra e outros quatro tucanos próximos ao candidato, mas diversas outras personalidades, entre as quais a apresentadora de TV Ana Maria Braga e membros da família Klein, dona das Casas Bahia.



Os resultados da apuração - já transmitidos ao presidente Lula, segundo informam os jornais - indicam que o empresário José Carlos Cano Larios, marido de Ana Maria Caroto Cano, uma das funcionárias da RF-Mauá investigadas, é proprietário de duas empresas de contabilidade que recorriam à servidora para agilizar processos dentro da Receita.



Esta revelação foi feita por Ilson Loureiro de Paula, seu sócio nas duas empresas, a Contábil Caroto e a Consultec. Ilson disse à Folha que ligava para Ana Maria e pedia mais agilidade na tramitação de processos. Outra funcionária da delegacia fazendária de Santo André (região do ABCD paulista), Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, confirma haver uma procuração reconhecida em cartório de Verônica que autorizava o portador a retirar cópias de suas declarações de renda entre 2007 e 2009.



Mas, como escrevi ontem aqui no blog, a oposição - Serra à frente - continua explorando o assunto em busca de sensacionalismo e escândalo. Com apoio da mídia, montou uma farsa em torno do caso e continua a usá-lo para fazer campanha eleitoral negativa.



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