quinta-feira, agosto 30, 2007

POLÍTICA

BIOGRAFIA DO NELSON JOBIM
Está circulando na Rede uma biografia do nosso Ministro da Defesa, que demonstra com o Capital Financeira (assim como um câncer) está tomando por dentro um governo popular, eleito democraticamente, justamente para fazer as reformas que agridem seus interesses.

A CARREIRA DE NELSON JOBIM

Folheando os arquivos do "HP", chamou-nos a atenção uma foto onde está > retratada a intimidade de dois grandes aprochegados. A imagem mostra> Fernando Henrique e Nelson Jobim em plena atividade de banhistas em São> Pedro da Aldeia, Estado do Rio de Janeiro. A foto é algo esquisita, mas, > dirá> algum leitor de boa fé, qual o problema de Jobim ser "amigo" de Fernando> Henrique se, afinal, algumas pessoas de bem já se enganaram com ele?*>> *No entanto, este não é caso do senhor Nelson Jobim. Uma pequena pesquisa > mostra que a sua carreira se assemelha a de Fernando Henrique para> quem prestou serviços durante anos, no que se refere à submissão aos> monopólios estrangeiros, sobretudo, o financeiro, quanto nas tentativas de > rasgar a Constituição de 1988, que ele (Jobim), confessou que fraudou,> incluindo nela artigos que não foram aprovados pelos constituintes. *>> *FERRÃO *>> *Durante anos, Jobim, como lembrou o jornalista Sebastião Nery, ao mesmo > tempo em que era deputado federal, mantinha um famoso escritório de> advocacia em Brasília, o "Escritório Ferrão", nome derivado de seu> fundador.>> Os sócios eram Jobim, Eliseu Padilha, futuro deputado e futuro ministro > (também de Fernando Henrique), e o citado Ferrão. Os nomes dos três> estavam numa placa de bronze no Edifício Belvedere, Asa Sul, onde ficava o>> escritório.>> A fama do estabelecimento não era devida ao saber jurídico de seus > integrantes, mas ao seu pioneirismo no lobby em favor de multinacionais,> bancos estrangeiros e outras instituições filantrópicas, inclusive o maior> banco dos EUA e maior credor da dívida pública brasileira, o Citibank. Em > suma, Jobim advogava a favor de seus clientes no Congresso.*>> *Jobim foi eleito deputado pela primeira vez em 1986. Reeleito em 1990, em> 1994 não se candidatou. Em vez disso, foi nomeado ministro da Justiça por > Fernando Henrique. Sua vaga de deputado foi preenchida pelo sócio, Eliseu> Padilha.>> O "Escritório Ferrão" continuou a ter um representante no Congresso e> outro> no Ministério. E quando Jobim, em 1997, foi nomeado para o Supremo > Tribunal Federal, adivinhe o leitor quem se tornou ministro de Fernando> Henrique?> Acertou: Eliseu Padilha.>> Pelo jeito, o "Escritório Ferrão" foi uma verdadeira escola de homens > públicos com a ajuda do Citibank e outros co-irmãos, produziu, em> apenas 20 anos, dois ministros, dois deputados e um membro do STF.>> Considerando que esses cinco homens públicos eram apenas duas pessoas, o > Ferrão, com uma pequena ajuda do Citibank, deve ser mais eficiente do que o> maquiavélico cardeal Richelieu. *>> *FRAUDE *>> *Como deputado, Jobim virou líder do PMDB. Mas, liderou pouco ou nada o > partido. Sua principal atividade na Constituinte, confessada 15 anos> depois,> foi fraudar a Constituição de 1988. Segundo suas próprias palavras,> incluiu> dois artigos que não tinham sido aprovados. >> Um deles, revelou, foi o que falava da harmonia entre os poderes, harmonia>> muito desejável, mas que não pode ser determinada pela Constituição, pela> simples razão de que os interesses do povo e do país estão acima de tal > harmonia, coisa que o impeachment de Collor é suficiente para provar.*>> *Jobim não revelou o outro artigo que fraudou, mas um estudo, realizado> pelos professores Adriano Benayon e Pedro Dourado de Rezende, mostra que ele > adicionou três incisos ao artigo 172 da Carta Magna, para proibir que os> recursos destinados ao "serviço da dívida" (isto é, ao pagamento de juros> aos bancos) pudessem ser remanejados no Orçamento. >> Em suma, como constituinte ele não passou de um advogado do Citibank.> Como o estudo ressalta, a falsificação de Jobim fez com que "o serviço da> dívida fosse multiplicado", isto é, com que o país fosse obrigado, por uma > norma ilegalmente enfiada na Constituição, a locupletar os cofres de Wall> Street.*>> *Quando sua confissão provocou um escândalo, Jobim, que antes relatou o> fato como quem conta uma vantagem, atribuiu a falsificação ao presidente > da> Constituinte, Ulysses Guimarães, que, falecido 11 anos antes, não podia se>> defender. Porém, não precisava. Não há quem desconheça a integridade e a> grandeza de Ulysses e sua repulsa visceral à trapaça, sobretudo quando > contra o Brasil. *>> *LOBISTA *>> *O próximo passo de Jobim foi articular o posto de relator da Revisão> Constitucional, determinada pela própria Constituição para cinco anos pós > a> sua promulgação. A maioria do leitores deve se lembrar da campanha das> multinacionais e bancos estrangeiros, através de sua mídia, contra a> onstituição de 1988.>> A Revisão era exatamente a oportunidade que eles aguardavam para lterá-la, > isto é, rasgá-la. Daí o empenho em colocar Jobim como relator. Na época,> ainda não era conhecido como lobista do capital estrangeiro, o que> facilitou o intento.*>> *O que suas propostas tentavam modificar na Constituição? >> Precisamente, os dispositivos que diferenciavam a empresa nacional> da empresa estrangeira; que declaravam o petróleo um bem nacional a ser> explorado pelo Estado; que impediam a doação das empresas públicas de > telecomunicações aos monopólios privados estrangeiros; que limitavam os> juros reais em 12% ao ano; que impediam a privatização da previdência; que> consagravam os direitos trabalhistas como norma constitucional. >> Em suma, as alterações eram todas no sentido de permitir a privatização do> patrimônio público, a desnacionalização da economia e das riquezas do país> e> atentar contra as conquistas dos trabalhadores.* >> *Foi um fracasso. Dos 74 projetos de alteração da Constituição que Jobim> apresentou, somente seis foram aprovados.>> Um deles, o Fundo Social de Emergência, em seguida usado por Fernando > Henrique para desviar dinheiro da área social para os juros dos bancos.>> Os outros, insípidos, inodoros e incolores, com exceção do que reduziu o> mandato do presidente de 5 para 4 anos, um caminho aberto para que > Fernando Hnrique, em seguida, pretextando o pouco tempo de mandato,> tramasse, à custa de várias malas escuras, a reeleição.*>> *Nessa época, em discurso na Câmara, o deputado Paulo Ramos denunciou > que o relator Nelson Jobim se reunia três vezes por semana com um> instituto, formado por multinacionais, o Instituto Atlântico, cujo objetivo> era"influir" nas mudanças da Constituição. >> Jobim prometeu processar o deputado, mas até hoje, 14 anos depois, não o> fez. Paulo Ramos continua mantendo a totalidade da denúncia. *>> *Em 11 de junho de 2002, Jobim assume a presidência do Tribunal Superior > Eleitoral, para organizar as eleições de outubro de 2002, quando José> Serra, seu padrinho de casamento e ex-colega de moradia, disputou a> eleição com o presidente Lula.>> O primeiro golpe foi a mudança da legislação eleitoral pouco antes do > pleito> instituindo a chamada verticalização, que só favorecia Serra.*>> *Nesse mesmo ano, Jobim trabalhou até de madrugada (literalmente) para> conceder liminares e para orientar os serristas do PMDB - seu sócio > Eliseu> Padilha e outros - a cancelar convenções com a intenção de impedir a> candidatura própria do partido e jogar a legenda no colo de Serra, contra> Lula.>> Com o "trabalho" de Jobim, o PMDB lançou uma senhora como vice de Serra, > fato que levou o setor mais progressista do PMDB a apoiar Lula já no> primeiro turno.>> E também cassou o mandato do então governador Mão Santa, na época> alinhado com a candidatura de Lula, a dois meses de completar seu > mandato no Piauí, empossando o aliado de Serra, Hugo Napoleão, em um> processo que era, em si, uma chicana - e das mais cretinas.


Josenilton Xavier do Amaral (Mossoró)(18) 97876694 - Celular(18) 32771312 - ResidênciaEndereço: Rua Antônio Ferreira Lima, 335Sandovalina - SP CEP 19.250-000

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