terça-feira, agosto 29, 2006

TEATRO GREGO

A FIGURA TRÁGICA E REBELDE DE PROMETEU

INTRODUÇÃO
Pretendemos, neste texto, principalmente, trabalhar o mito de Prometeu, narrado precipuamente na obra Teogonia do poeta Hesíodo e retomado no teatro grego por Ésquilo, sendo ainda objeto do diálogo Protágoras de Platão. Nesse sentido, este trabalho será estruturado da seguinte forma: de início uma pequena investigação acerca da criação do teatro grego, em seguida uma breve exposição acerca dos autores mais importantes, para nos deter em Ésquilo e sua obra Prometeu Acorrentado, e finalizaremos fazendo uma contextualização da obra dentro do teatro grego.

PEQUENO ESCORÇO DA ORIGEM DO TEATRO GREGO
No século VI a.C., na Grécia, surgiu o primeiro ator quando o corifeu Téspis se destacou do coro e, avançando até a frente do palco, declarou estar representando o deus Dioniso. Desta forma foi dado o primeiro passo para o teatro como o conhecemos hoje. Em 534 a.C., na cidade de Atenas, o tirano Pisístrato organizou o primeiro concurso dramático. Apresentavam-se comédias, tragédias e sátiras, de tema mitológico, em que a poesia se mesclava ao canto e à dança. O texto teatral grego retratou, de diversas maneiras, as relações entre os homens e os deuses. No primeiro volume da Arte poética, Aristóteles formulou as regras básicas para a arte teatral: a peça deveria respeitar as unidades de tempo, a trama deveria se desenvolver em 24 horas, de lugar, um só cenário e de ação, uma só história. A tragédia grega é filha da tradição religiosa - última fase da evolução pelo qual passaram os ditirambos, primitivamente cantados por numerosos conjuntos vocais, nas festas periódicas celebradas em honra de Dioniso - surgiu e floresceu no decurso do Século V a.C., no período em que a Grécia viveu a fase épica de sua existência, no qual ocorrera a expansão dos gregos para as ilhas e pelo litoral do Mar Egeu até à península itálica. Fortalecidos os governos e instituições, desenvolvida a navegação e o comércio, formada a democracia ateniense estava aberto o campo onde deveria florescer a tragédia, que, posteriormente, dará seu lugar à eloqüência dos sofistas e à filosofia. O tempo da tragédia passaria, como havia passado o tempo das rapsódias de Homero.

AUTORES GREGOS
Os grandes autores de tragédia grega são: Ésquilo, Sófocles e Eurípedes, além de Aristófanes. Dos autores de que se possuem peças inteiras, Ésquilo, em Prometeu Acorrentado trata das relações entre os homens, os deuses e o Universo. Sófocles, em Édipo-Rei e Eurípides, em Medeia, retratam o conflito das paixões humanas. Do final do século IV a.C. até o início do século III a.C., destacam-se a "comédia antiga" de Aristófanes, Lisístrata, que satiriza as tradições e a política atenienses; e a "comédia nova", que com Menandro, O misantropo critica os costumes. Nas próximas postagens, falaremos, separadamente, um pouco sobre cada um deles.

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