quinta-feira, agosto 31, 2006

TEATRO GREGO - SEGUNDA PARTE

Espaço cênico grego:
Os teatros gregos eram construídos em áreas de terra batida, com degraus em semicírculo para abrigar a platéia em uma área chamada de "teatron" e o conjunto de edificações recebia o nome de "odeion". O palco era composto de tábuas, sobre uma armação de alvenaria, e o cenário era fixo, com três portas: no centro, a do palácio; à direita, a que levava à cidade; à esquerda, a que ia para o campo. Essa estrutura de palco permanecerá até o fim da Renascença. Na fase áurea, teatros, como o de Epidauro, perto de Atenas, já são de pedra e se situam em locais elevados, próximos aos santuários em honra a Dioníso.


Sófocles
Nasceu em 495 a.C e, provavelmente, faleceu em 406 a.C. Viveu durante o apogeu da cultura grega. Escreveu cerca de 120 peças, das quais, sete são conservadas até hoje, entre elas Antígona, Electra e Édipo-Rei. Nesta última, Édipo mata o pai e se casa com a própria mãe, Jocasta, cumprindo uma profecia. Inspirado nessa história, Sigmund Freud formulou o complexo de Édipo.

Eurípides
Nasceu em 484 a.C.e faleceu em 406 a.C. Foi contemporâneo de Sófocles e pouco se sabe sobre sua vida. Suas tragédias introduzem o prólogo explicativo e a divisão em cenas e episódios. É considerado o mais trágico dos grandes autores gregos. Em sua obra se destacam: Medeia, As troianas, Electra, Orestes e As bacantes.

Aristófanes
Viveu entre 450 a.C. a 388 a.C. Nasceu em Atenas. Sua vida é pouco conhecida, mas pelo que escreveu se deduz que teve boa educação. Sobrevivem, integralmente, onze de cerca de quarenta peças. Violentamente satírico, critica as inovações sociais e políticas e os deuses em diálogos inteligentes. Em Lisístrata, as mulheres fazem greve de sexo para forçar atenienses e espartanos a estabelecerem a paz; em As Nuvens, satiriza o filósofo Sócrates, de quem foi contemporâneo.

Ésquilo:
O que se sabe sobre sua vida é que teria nascido em 525 a.C. em Elêusis, perto de Atenas, e teria morrido em 456 a.C. na Sicília, em Gela. Nasceu no seio de uma família nobre ateniense, seu pai chamava-se Eufórion, e lutou contra os persas em Maratona (490 a.C.) e em Salamina (480 a.C.), destacando-se como guerreiro. É considerado o criador da tragédia grega, por ser o primeiro a fazer a transposição do ditirambo, que era uma narração lírica, para representação cênica, ou seja, teatro. Escreveu mais de noventa tragédias, das quais sete são conhecidas integralmente na atualidade, graças a uma antologia compilada na época do Imperador Adriano: As suplicantes, Os persas, Os sete contra Tebas, Prometeu acorrentado e a trilogia Orestia, da qual fazem parte Agamenon, As coéforas e Eumenides. Também devemos a ele a introdução de um segundo ator no interlúdio falado entre os tradicionais cantos corais das representações dionisíacas. A presença deste segundo personagem permitiu o diálogo / o conflito, sem o qual não haveria o desenvolvimento do teatro. Foi premiado cerca de doze vezes nos concursos dionisíacos. Com exceção de Os Persas, drama histórico que enaltece a vitória dos gregos nas guerras greco-pérsicas, o enredo de todas as outras peças se fundamenta em um ou mais dos grandes ciclos legendários da Mitologia Grega. Apresentou-se pela primeira vez nos concursos trágicos de Atenas de 500 a.C. a 499 a.C. com um drama cujo nome hoje desconhecemos; obteve a primeira vitória em 484 a.C., e depois foi vitorioso mais doze vezes. Já em vida seu prestígio era grande. A tradição registra pelo menos duas e talvez três viagens à Sicília, sede de algumas das mais poderosas cidades-estado da época, para apresentar suas peças: a primeira de 476 a.C. a 475 a.C., a segunda provavelmente entre 471 a.C e 456 a.C. e, com certeza, lá estava em 456 a.C., quando morreu. Seu túmulo tornou-se local de peregrinação e, em meados do século IV a.C., uma estátua sua foi colocada no centro do teatro de Dioniso, em Atenas.
Segundo Aristóteles, Ésquilo foi o primeiro que elevou de um a dois o número dos atores, diminuiu a importância do coro e fez do diálogo protagonista. Os temas de suas peças freqüentemente se distribuíam em trilogias, a Orestia é a única que chegou até nós completa. O enredo é simples e a ação estática, o estilo é elevado e grandioso, às vezes bombástico e um pouco pomposo. As peças mostram também o profundo sentimento religioso do autor e os personagens principais são sombrios e dominados por uma única meta (como a vingança, por exemplo), e suas características não variam ao longo do drama. As ações humanas têm conseqüências inevitáveis, pois sempre são guiadas pela fatalidade, pelo destino, ou pela vontade dos deuses. É visível a intenção moral dos dramas. Orgulho e atitudes desmesuradas são punidas, e o castigo inevitável pode se estender inclusive aos descendentes.
Nos detivemos um pouco mais em Ésquilo, pelo fato de ser este o autor da peça, baseada no mito de Prometeu, que é o objeto deste trabalho. Aos demais autores gregos, que reputamos de enorme importância, reservamos um espaço sucinto para biografia e exposição de suas idéias.

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