sexta-feira, agosto 18, 2006

DE HOMERO AOS ELEATAS - PARTE VIII

A Escola Eleática:
Eléia era uma pequena cidade situada entre Roma e Nápoles. Embora pequena, foi palco da mais profunda escola pré-socrática, em vista do desenvolvimento que deu ao estudo da Ontologia.

Xenófanes:
Nasceu em 576 a.C. e faleceu em 480 a.C. Vindo da Ásia Menor, da cidade de Colófon, insatisfeito com o domínio persa – que levou muitos gregos a emigrarem para o Ocidente. Vide o caso de Pitágoras, oriundo de Samos – tendo sido discípulo de Anaximandro, segundo Teofrasto em seu livro Epítone, Xenófanes se radicou em Eléia, onde fundou a Escola Eleática.
Cria o filósofo que a multiplicidade do ser é apenas uma representação dos sentidos, que a diversidade múltipla da natureza é reduzida a algo de eminentemente fundamental atingido pela Razão: o Ser, que é um conceito raciocinado, instituído por uma especulação abstrata, que se sobrepõe acima da experiência sensível. Xenófanes qualificava este ser como uno, imutável, infinito, sendo esta infinitude da ordem da extensão material, o que o classificaria como um filósofo monista materialista, contrário à concepção antropomórfica de Deus. Para ele, os deuses não existiam e se eles têm a imagem dos homens, é porque são criação humana, pois se pudessem os cavalos pintar, pintariam deuses como cavalos.

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home