sexta-feira, agosto 11, 2006

DE HOMERO AOS ELEATAS - PARTE VII

Pitágoras:
Nasceu em Samos, Ásia Menor, no ano de 580 a.C., e se mudou para Crotona, no sul da Itália, onde fundou sua escola, que ficou conhecida como escola Pitagórica, e veio a falecer em 500 a.C. não chegaram até nossos dias os prováveis escritos de Pitágoras, mas fragmentos de seus discípulos, destacando-se ainda os comentários de Platão e Aristóteles.

A Escola Pitagórica:
A Escola Pitagórica foi muito influenciada pelas religiões orientais, e influenciou o platonismo e, posteriormente, o cristianismo. Seu fundador foi Pitágoras, do qual pouco sabemos. Sua escola, da qual também não temos muita informação, tendo em vista que era protegida por regras de sigilo, sendo em parte um culto religioso, no qual Pitágoras exercia o duplo papel de líder e profeta, mas, também, era uma escola que se interessava por indagações de autêntico interesse filosófico e intelectual, enfatizando, principalmente, o estudo da matemática. Para os pitagóricos, os números eram derivados de unidades, que podiam ser em si mesmas identificadas com os pontos usados na contagem, de modo que havia uma transição da aritmética para a geometria, interpretada como dizendo respeito às razões entre cumprimentos. Havia ainda, a preocupação com as propriedades dos intervalos musicais e o saber era considerado como elemento de perfeição e nesse sentido, os pitagóricos progrediram as ciências como a filosofia, a matemática e a astronomia. Para eles, todas as coisas se compõem de elementos contrários: limitado/ilimitado; direito/esquerdo; macho/fêmea; sendo significativa a advertência para o caráter binarista do ser. Dentre essas oposições é de se ressaltar a oposição entre bem e mal e matéria e espírito, que não e´original do pitagorismo, que o recebeu do orfismo. Para eles, a matéria seria má e o espírito bom, não podendo ambos se misturarem senão por castigo, em vista da dor que a matéria provoca no espírito. Criam ainda que o sofrimento seria purificador, daí resultando a doutrina geral do pitagorismo: os espíritos vêm de fora para cumprirem penalidade em função de algum delito cometido, do qual se purificam no sofrimento. A doutrina pitagórica dos números, interpretado como arquétipos, diz que a realidade total é composta de matéria e números, sendo estes últimos os paradigmas que dão forma às coisas. Essa doutrina irá influenciar, posteriormente, Platão e Aristóteles, sendo para o primeiro, substituídos os números por idéias reais situadas em um mundo exterior; e, para o último, servindo de arquétipos às formas que o demiurgo aplica à matéria.

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home