quinta-feira, julho 27, 2006

DE HOMERO AOS ELEATAS - PARTE II

Os filósofos pré-socráticos:
A passagem do mito ao logos se deu quando Tales de Mileto, no século IV a.C., olhando para sua realidade, para a geografia grega cercada pelo mar, diz: Tudo é água. Neste momento, o homem grego abandona o mito para explicar sua realidade através de um único princípio, pois o mito também era uma narrativa que visava explicar a realidade, porém de forma fantástica. No entanto, mesmo com o surgimento da filosofia, o mito não é deixado de lado, apenas o homem grego passa a utilizar o logos, palavra derivada do verbo grego "legein", que significa colher, fruto de sua percepção sensível.
Dos escritos desses filósofos primeiros restam apenas fragmentos em citações de outros pensadores posteriores. Além desses fragmentos, existem as referências em obras posteriores, conhecida como Doxografia. Desses fragmentos podemos concluir que o problema cosmogológico foi a principal preocupação desses primeiros filósofos. Os temas humanos propriamente ditos não serão tratados neste período, que se caracteriza por perguntar, principalmente, sobre a composição das coisas e sobre as causas da transformação. Estabelecendo hipóteses, passando a tentativa das provas, esses homens superam o estágio teológico dos mitos. No lugar do caos inicial e da transformação mirabolante acionada pelos deuses, esses novos pensadores apelam às causas naturais, para explicar a natureza e a transformação das coisas, operando no método racional de pensar, ficando sem resposta, até os nossos dias, grande parte de suas indagações.

terça-feira, julho 25, 2006

DE HOMERO AOS ELEATAS - PARTE I

UM PEQUENO ESTUDO SOBRE OS PRIMÓRDIOS DA FILOSOFIA

Introdução:
A filosofia ocidental teve seu início com os gregos. De fato, os primeiros filósofos, cujos nomes chegaram até nós, viveram perto do fim do Séc. VII a.C., em Mileto, uma cidade portuária colonizada pelos gregos, situada na Ásia Menor, onde, atualmente, encontra-se localizada a Turquia. Por sua proximidade com outros povos que habitavam o interior do continente: lídios, persas e babilônios, acredita-se que esses gregos teriam sofrido influência dessas culturas. Entretanto, esse provável contato não nos ajuda a compreender porque a filosofia começou com esse povo. Para que nossa investigação tenha sucesso, teremos que investigar suas causas dentro da própria cultura grega. Nesse sentido, faremos um pequeno escorço histórico dos primórdios da filosofia, que se inicia com os poetas, passa pelos Sete Sábios da Grécia, para desembocar nos pré-socráticos. Propositadamente deixaremos de fora os atomistas, para não alongarmos por demais nosso estudo e dedicaremos, quando estudarmos os pré-socráticos, uma maior atenção a Parmênides, pois a Filosofia e a História da Filosofia são a mesma coisa e é impossível não se apaixonar pelo Primeiro Metafísico.

Os poetas:
O pensamento grego se inicia com a escrita no período homérico. Homero possivelmente viveu entre os séculos IX e VIII a.C. e duas de suas obras chegaram até os nossos dias: a Ilíada, obra histórica, que narra a invasão de Tróia pelos aqueus liderados por Agamenon; e a Odisséia, uma fábula, que narra o retorno de Odisseus, herói da guerra de Tróia, após a vitória e a destruição da civilização troiana. Essa é uma característica mais marcante do pensamento grego: uma é provável; a outra não. Essas duas obras se tornarão fontes de outros autores, os poetas, que irão refletir sobre a realidade grega até o Séc. VI a.C.
O outro grande autor grego no período anterior à criação da filosofia é Hesíodo, que viveu no século VII a.C. e escreveu duas obras: A Teogonia e Trabalho e os dias. A primeira, mais abstrata; a segunda, obra sapiencial, voltada para o ensinamento do povo grego, para reflexão, de estilo mais pragmático. Em Hesíodo há uma preocupação com a origem dos mitos, fundamental para o nascimento posterior da filosofia, ou seja, a preocupação com a origem das coisas.
Outros autores de menor importância também escreveram suas obras tentando educar o povo grego, a comunidade grega, como por exemplo: Kallinos de Éfeso; outros, como Safo de Lesbos, representam o indivíduo em um mundo essencialmente coletivizado. Sua singularidade será considerada uma ameaça, sendo sufocada sua voz.

Os Sete sábios da Grécia:
Entre os séculos VI e V a.C. surgiram os sete sábios, que representam um momento de transição entre a poesia grega do período anterior e a filosofia, pois não são mais poetas, porém ainda não são filósofos. Escreviam por aforismos, sapienciais. Em geral, o que resume o pensamento deles é o que é intermediário, o que está no meio. Os primeiros filósofos, que saíram deste meio e com eles conviveram, escreveram suas obras em forma de poesia, influenciados por esses sábios e pelos poetas.
É importante salientar que a aristocracia grega era iletrada, estava afastada da "techne", do saber fazer, e esses primeiros filósofos surgem nesse atrito entre o grupo dominante e o grupo que detinha a techne. Como exemplo podemos citar o fato de ter sido Sócrates um escultor.
Retornando aos Sete Sábios, podemos traçar três linhas que se interpenetram no tempo: poetas; Sete Sábios; e filósofos pré-socráticos. Tentam, esses precursores da Ética, ensinar ao povo como viver, o que não deixa de ser uma reflexão sobre a vida. No entanto, não buscam a verdade, o Ser. É um pensamento aforístico, de transição.
A lista desses Sete Sábios é muito variada. Entretanto, alguns nomes são bastante aceitos: Tales de Mileto (“Conhece-te a ti mesmo”); Pittakos (“Aproveita o momento”); Sólon (“Nada em demasia”); Periambo (“O exercício é tudo”).
Dentre esses sábios, existe uma linha de pensamento, os chamados geógrafos, que começam a colocar em dúvida os ícones da cultura grega: Homero e Hesíodo. O representante mais conhecido desta corrente é Xenófanes.

quarta-feira, julho 19, 2006

POLÍTICA

APRENDENDO COM ZIDANE

Na segunda-feira, 17 de julho, o jornal O Globo publicou na primeira página a seguinte manchete: “PT propõe a Lula decálogo para esfriar a campanha”. Na linha fina, o jornal complementou: “Partido quer evitar erros que possam levar eleição ao segundo turno”.

Também na primeira página, o jornal publicou as tais “recomendações do PT”, que seriam as seguintes: “I.Não expor o candidato a situações de risco. II.Evitar viagens para estados com divergências entre aliados. III.Evitar dar entrevistas e fazer coletivas. IV.Só falar com a imprensa quando tiver um tema específico e definido pela campanha. V.Não comentar assunto negativo para o governo, deixando esta função, de preferência, para os ministros. VI.Falar sempre de temas positivos. VII.Não participar de debates. VIII.Explorar mais a postura de presidente do que de candidato. IX.Evitar a presença física no comitê de campanha. X.Esfriar a campanha, participando de poucos atos públicos, pois uma disputa acirrada e dinâmica só interessa aos adversários.”

Acontece que estas recomendações não são do PT, nem tampouco da coordenação da campanha Lula. Como Ricardo Berzoini deixou claro, em nota oficial: “as supostas orientações publicadas pelo jornal em nada correspondem às nossas avaliações e diretrizes de campanha”.

Só posso imaginar em que fontes bebeu O Globo, para apresentar como sendo do PT e/ou da campanha orientações como “não expor o candidato a situações de risco”. Tirante viver, fazer política e disputar eleição, todas as outras “situações de risco” devem mesmo ser evitadas. Mas incluir isto num pomposo decálogo é simplesmente ridículo, como também é ridícula a recomendação, extraída de algum manual de auto-ajuda neurolinguística, sobre “falar sempre de temas positivos”.

O ponto alto do tal decálogo está nos itens: “evitar viagens para estados com divergências entre aliados”; “explorar mais a postura de presidente do que de candidato”; “evitar a presença física no comitê de campanha”; “esfriar a campanha, participando de poucos atos públicos, pois uma disputa acirrada e dinâmica só interessa aos adversários”. Noutras palavras: fingir-se de morto, não fazer campanha, fugir do povo e perder a eleição. Não admira que O Globo tenha dado espaço para isto.

É claro que a campanha de 2006 é diferente das anteriores, pois temos um candidato que exerce simultaneamente a presidência da República. Mas é um erro achar que podemos “esfriar a campanha” e jogar na retranca, pois isso favorecerá os nossos adversários, que estão em plena ofensiva, buscando o tempo todo fazer gol.

Um exemplo disto é o ataque feito recentemente por Bornhausen, Alckmin e Serra, afirmando existir uma relação entre o PT e o “Primeiro Comando da Capital”. Nossa reação a esta barbaridade foi excessivamente elegante, quando a gravidade da ofensa exigia uma reação muito mais contundente.

Sobre isto, O Globo atribuiu a Marcelo Deda, futuro governador de Sergipe, o seguinte raciocínio: “o presidente Lula tem que ter uma postura de estadista, mesmo em campanha. Em momento algum ele pode correr o risco do efeito Zidane. É preciso tranqüilidade para evitar as provocações dos adversários. O partido é que terá que responder a eventuais ataques (....) A melhor forma de responder a qualquer baixaria é pôr o nível para cima. Não podemos perder o controle. Zidane foi magnífico em toda a Copa, mas perdeu o controle nos minutos finais. Temos que administrar a vantagem e não perder o controle nunca”.

Acontece que a eleição de 2006 não é a Copa. O juiz da eleição é o povo. O povo não gosta, nem quer ver baixaria. Mas o povo também não gosta de sangue de barata. Se alguém sofre uma acusação gravíssima e reage de maneira tíbia, a conclusão do povo pode ser: covardia ou culpa no cartório.

Reagir com dureza, frente a um golpe abaixo da linha da cintura, não exige perder o controle. Aliás, não me parece que Zidane tenha “perdido o controle” quando resolveu derrubar o jogador italiano, numa cabeçada muito bem calculada.

Não sei se a seleção francesa ganharia a partida, caso Zidane tivesse permanecido no jogo. Mas como estamos numa eleição e não na Copa, penso que devemos entender por quais motivos a maioria do povo francês (e grande parte dos torcedores em todo o mundo) aplaudiu o gesto do jogador. Que, recentemente, pediu desculpas, mas acrescentou não se arrepender, pois se arrepender seria dar razão às ofensas que recebeu e que motivaram sua reação.

Não precisamos dar cabeçada em ninguém, nem precisa ser necessariamente nosso candidato a responder com contundência, mas temos que responder à altura os ataques que sofremos. Ao contrário do que diz o “decálogo” de O Globo, para administrar a vantagem que temos, será preciso esquentar a campanha.

Valter Pomar
Secretário de Relações Internacionais do PT.

terça-feira, julho 18, 2006

LITERATURA

ENSAIO SOBRE A IDADE DO ZERO

Conforme expressou com acerto Antônio Cícero em Finalidades sem fim, Cia das Letras, o poeta contemporâneo no Brasil, como é o caso do Zeh Gustavo, que publicou recentemente seu livro A Idade do Zero, Ed. Escrituras, vive e publica suas obras após todas as experiências concretizadas por todas as vanguardas do século passado: modernismo, geração de 45, poesia concreta, poesia práxis. Nesse sentido, ao poeta assim situado cabe a posse de toda liberdade no uso da forma para expressar sua arte: versos livres, sonetos, poemas concretos. Entretanto, é preciso tomar certos cuidados, pois a linguagem serve para tudo, até para não dizer nada.
Fizemos esse pequeno intróito por haver impressionado nosso espírito a seguinte frase de Martim Heidegger, filósofo alemão: a linguagem é a casa do [Ser]. Nesse sentido, se a linguagem é a casa do [Ser]; se o poeta é o criador da linguagem, que conforme já advertimos: serve para tudo, até para não dizer nada; se do [Nada] nada podemos dizer por faltar a palavra adequada, como poderemos aceitar o fato de ser o poeta, assim como o filósofo, o vigia desse passo, por meio do qual o pensamento atinge o [Ser] por meio da linguagem?
Esse é o desafio que Zeh Gustavo assume para si, seguindo os passos de Mário Chamie: atingir o [Ser] pelo caminho de sua desconstrução. A chave de sua tentativa (se acertada ou não só o tempo dirá) é a desconstrução do [Ser] pelo inverso da palavra. Nesse sentido, o verso: “Optei: não-ser.” vai atravessar todo o livro.
No entanto, Zeh apresenta uma espécie de vício, qual seja, o uso repetido do prefixo de oposição, buscando martelar a ferro frio, quase que escrevendo ao contrário, parecendo querer dizer que a palavra escrita ao inverso ainda afirma o que ela é.
Como o poeta de carne e osso que é, Zeh Gustavo, em alguns momentos, combina uma tentativa de integração de seu Eu com o estar-no-mundo. Nesses poemas, há preocupação social, porém sem exageros, como por exemplo, em O Escriturário ou em Caixa Executivo, nos quais a vida surge como uma ilusão que nos permite apreender o Real. Na verdade, o escriturário escreve textos monótonos, bancários, folhas de serviço, enquanto Zeh não desescreve sobre o [Nada], mas sobre a Existência. Nesse sentido, o segredo de Zeh está desvelado, sua busca se dá pelo contrário: fazendo ode ao fastio de uma vida de compensar cheques, despensando para não sucumbir diante do quotidiano enfadonho, de trabalho realizado sem cor nesta vida sem prazer diário, entre paredes de concreto e vidro, onde vendemos o sangue de nossos melhores dias, o poeta termina por celebrar a vida verdadeira que se passa sob à luz do sol, pois como ensinava Walter Benjamim: os homens, assim como as flores, também se voltam para onde nasce o sol.
Em certo sentido, Zeh demonstra em seus poemas que houve uma implosão de sentimentos, em momento anterior da poesia brasileira, que ele não irá denunciar por delicadeza, no qual o poeta, assim como uma estrela-anã, representando o homem pós-moderno, com sua força gravitacional superior à força de expansão, irá se interiorizando até o infinito. Essa é a síntese de nosso tempo de exacerbado individualismo burguês, sobre o qual Zeh nos fará refletir: porque não explodir como uma supernova ao invés de se fechar sobre si mesmo como um buraco negro? Zeh está escrevendo após todas as vanguardas brasileiras, sem capturar o lodo dos autores pós-modernos, imitadores das gerações anteriores de Bandeira, Drummond e Cabral.

Serviço:
Gustavo, Zeh. Idade do Zero. Prefácio de Mário Chamie. São Paulo: Escrituras
Editora, 2005. 123pp. R$ 19,80.

quinta-feira, julho 13, 2006

O MERCADOR DE VENEZA

O GRITO DE SHYLOCK
Recomendo O Mercador de Veneza com direção de Michael Radford, protagonizado por Al Pacino, em uma atuação magistral como o judeu Shylock, e Jeremy Irons, como Antônio. O filme é inspirado na clássica peça do bardo Willian Shakespeare, escrita em 1596 e possui como leitmotiv a usura judaica.
A história em resumo é simples: Bassânio, jovem aristocrata falido, pede a seu amigo Antônio - o mercador que dá título à peça - dinheiro emprestado para conquistar a bela Portia. Antônio, que possui todos seus bens investidos em mercadorias que estão para chegar em Veneza, impossibilitado de entregar a soma pedida, dá-lhe uma carta de fiança para que seu amigo possa levantar a quantia pretendida. Com a carta em mãos, o jovem pródigo pede o empréstimo ao judeu Shylock, que concorda em concedê-lo com uma garantia: se no prazo a dívida não for paga, o fiador terá que ceder uma libra da carne de seu peito. O mercador concorda com essa absurda condição. Entretanto, o naufrágio de um dos seus navios acarreta o inadimplemento da obrigação e ele é levado pelo credor ao tribunal, onde lhe é exigido o cumprimento do contrato. O juiz da causa tenta sem êxito demover o judeu de seu intento e obrigado a sentenciar, determina que seja retirada a libra de carne, porém sem que o sangue do réu seja derramado, pois este não estava pactuado. Em vista desta decisão o credor desiste desta cláusula contratual e resolve aceitar o pagamento da dívida em dinheiro, o que não lhe é mais permitido. Como sucumbente, o judeu sofre ainda uma condenação para dividir seu patrimônio entre o réu e o Estado, bem como para se converter ao cristianismo.
Há aqui vários elementos para profundas discussões jurídicas, tais como: a fiança expõe mais o fiador que o devedor originário; com o inadimplemento da obrigação, o mercador é preso, ou seja, a prisão ocorria por dívida, o que não ocorre atualmente (exceção à dívida de prestação alimentícia); o julgador acumula a função jurisdicional e de acusação; o juiz aplica a lei de forma alternativa, permitindo que seja retirada a libra de carne, cumprindo o pacta sund servanda, porém sem que o sangue seja derramado, o que impede o cumprimento de cláusula cruel e denegridora da condição humana; a sentença é extra petita, pois ultrapassa os limites originais da lide ao expropriar os bens do credor e obrigar sua conversão. Entretanto, há alguns aspectos que devem ser salientados, pois, do contrário, sobrará do texto apenas um libelo anti-semita.
Shylock aparentemente é uma figura desprezível e odiosa por praticar a usura, proibida aos cristãos desde o Concílio de Latrão em 1179. No entanto, o bardo de Stanford não seria canônico atualmente se outros elementos não forem analisados. Em Veneza, os judeus eram confinados em guetos, aliás, a origem dessa palavra remonta à esta cidade-estado. O sofrimento fazia parte do quotidiano do povo de Abraão com os constantes “pogrons” e humilhações. Nesse sentido, a exigência absurda ressalta em Shylock sua dignidade, pois ao seu modo, o que ele exige incessantemente é Justiça, ou a destruição do Estado injusto. Já não é mais a luta do judeu em face de Antônio, que o desgraçou e humilhou pelo simples fato racial, mas a luta de todo um povo que clama em desespero, pois como vocifera Shylock à beira de um dos canais venezianos, dirigindo-se aos amigos do mercador que lhe pediam clemência: “Os judeus não têm olhos? Não têm mãos, dimensões, sentidos, inclinações, paixões? Não ingerem os mesmos alimentos, não se ferem com as mesmas armas, não estão sujeitos às mesmas doenças, não se curam com os mesmos remédios, não estão sujeitos ao calor do verão e ao frio do inverno da mesma forma que os cristãos?”
O desabafo é longo e impressionante. Não é mais Shylock que grita, é a condição humana. Passamos a vê-lo não mais como um ser desprezível, pois em seu momento de dignidade sua desesperada queixa, seu enorme sofrimento ecoa em nossos ouvidos habituados ao silente murmurar dos fornos hitleristas. Acuado pela intolerância e pela prepotência, Shylock grita e seu grito ainda reverbera 410 anos depois.

RECADO

Caros amigos, estou criando este blog que pretendo atualizar à medida que meu tempo permita. Tenho a intenção de publicar alguns textos de outros autores, bem como os meus. Tenham paciência que ainda estou aprendendo a manejar esta ferramenta. Um grande abraço. Celso Gomes.