segunda-feira, junho 23, 2014

CINZAS DO NORTE

Depois de muitos elogios da crítica especializada, li o romance Cinzas do Norte: o romance que não ensina nada. Leitura arrastada, personagens insípidos, cujos nomes são cortados: Trajano é Jano; Raimundo é Mundo; Olavo é Lavo; e por aí vai. E para sacanear o personagem? Um leitor desatento perde logo o interesse, pois percebe que nenhum narrador onisciente nomina assim seus personagens. Por outro lado, não há paisagem interior, os sentimentos surgem e daí se seguem as cenas sem que percebamos o que se passa no interior daquelas almas sem cheiro e cor.
O romance é narrado do ponto de vista de Lavo, que não lava nada, pois nada acrescenta aquele mundinho árido na selva do romance.
Em suma, Cinzas do Norte foi incensado sem nenhum merecimento por nossa crítica especializada.


 Celso Gomes

quarta-feira, junho 18, 2014

A Copa e o homem massa

A Copa e o homem massa

1.                     Os xingamentos à Dilma partiram do setor da sociedade brasileira que mais ganhou com os governos do PT. Aliás, esse setor independe de governo. Eles ganham sempre.
2.                     Aécio Neves e Eduardo Campos fizeram um papelão ao declarar que Dilma, Presidente da República, mãe, avó, mereceu os xingamentos.
3.                     Essa campanha esta sendo pautada pelo ódio da elite caucasiana.
4.                     Deplorável a atitude do homem massa burguês, bem instalado no mundo.
5.                 O que incomoda essa gente, cuja vida não esta pior do que há quatro anos? Querem recuperar o Estado que sempre lhes pertenceu.
6.                     Machismo, falta de educação, falta de civilidade, falta de decoro diante da Presidenta da República.
7.                     O ódio tem sido a tônica desse momento político. Noto que todas as postagens favoráveis ao governo são atacadas ferozmente nas mídias sociais. A Direita não tem deixado passar nada. É uma tentativa de calar a esquerda.
8.                     Movimento “Não vai ter Copa”: união esdrúxula da ultraesquerda com a direita. Por enquanto, um tiro na água.

                        Celso Gomes

terça-feira, junho 10, 2014



VAI TER COPA






1) A grande mídia comemorou a divulgação das pesquisas do Datafolha divulgado pela Folha de São Paulo. Nesta pesquisa, a candidatura da presidenta Dilma Rousseff (PT) caiu de 37% para 34% na intenção de voto; Aécio Neves (PSDB) oscilou de 20% para 19%; Eduardo Campos (PSB) caiu de 11% para 7%; e o Pastor Everaldo (PSC) tem 4%. Na verdade, todos os candidatos caíram, e somente Aécio Neves ficou dentro da margem de erro da pesquisa que é de dois pontos percentuais. Eduardo Campos foi o que sofreu o revés mais duro: caiu quatro pontos percentuais. Com a candidatura do Pastor Everaldo, Marina Silva não tem transferido os votos dos evangélicos para Eduardo.


2) Tenho bons amigos que nunca tiveram nenhuma preocupação social, ou com os destinos dos mais pobres nesse Brasil imenso em território e desigualdade social, que, no momento, surfam na onda da oposição, torcendo para que a World Cup 2014 seja um imenso fracasso para dar razão ao seus mal humores. Esses amigos me dizem: deveria ter investido em educação, foi muita roubalheira, etc. Ora, tirando a constatação de que esses meus amigos nunca se preocuparam com essas questões, pois todos, bem nascidos, não sofreram as agruras desse povo que agora dizem defender, o projeto da Copa no Brasil é megalomaníaco. Há cidades nas quais foram construídas arenas que depois, provavelmente, ficarão sem uso ou com uso bem reduzido, tendo em vista que não possuem times com grandes torcidas para ocupá-los. Todavia, há obras que estavam adiadas há quarenta anos e que, por causa da Copa, foram tocadas, como, por exemplo, o BRT no Rio de Janeiro, que resolve em parte o problema de conexão do metrô com o aeroporto. Por outro lado, a Copa do Mundo traz turistas e dinheiro para o país, e o legado da Copa, as obras em infraestrutura, ficarão para o povo brasileiro após a partida do último torcedor estrangeiro.






Celso Gomes.

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segunda-feira, junho 02, 2014

COMENTÁRIOS A RESPEITO

                  COMENTÁRIOS A RESPEITO 

1)         Dados da última Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD) e do relatório de acompanhamento das Metas do Milênio divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA atestam que a pobreza teve queda de 69% nos últimos dez anos. Além disso, a renda dos mais pobres está crescendo 5,5 vezes mais rápido que a renda dos mais ricos. A PNAD mostra que entre 2003 e 2012, a renda dos 10% mais pobres do país cresceu 106%. O índice equivale ao dobro do aumento da renda média no país – de 51% – no mesmo período. Já a renda do segmento que se encontra bem no meio da pirâmide social aumentou 78% em nove anos. Os números são o resultado de uma equilibrada combinação entre crescimento econômico e diminuição da desigualdade de renda, na qual o salário foi responsável por 3/4 do aumento da renda dos brasileiros, entre 2002 e 2012.
            No Brasil, segundo o IPEA, a fatia dos 1% mais ricos em 1990 concentrava 14,1% da riqueza nacional; em 2012, essa concentração baixou para 12,5%.
            Esses dados, aparentemente, contrariam a tese de Thomas Piketty, economista francês, no livro O Capital no Século XXI. Piketty, que, em sua pesquisa sobre a economia de vários países nos últimos dois séculos, concluiu que a desigualdade social avança a passos largos no mundo rico.              

2)         O ministro Joaquim Barbosa, ao vetar o semiaberto e o direito ao trabalho externo do ex-ministro José Dirceu e dos demais sentenciados na Ação Penal 470, trouxe uma modificação na interpretação jurídica que pode causar insegurança jurídica, atingindo dessa forma outros 77 mil que cumprem pena neste regime, segundo o último levantamento da OAB. A decisão contraria a interpretação da Procuradoria Geral da República, da OAB e do Superior Tribunal de Justiça - STJ quanto ao cumprimento do regime semiaberto e ao direito ao trabalho dos sentenciados. A interpretação desses órgãos é a de não seria necessário o cumprimento de 1/6 da pena para que o preso pudesse alcançar o privilégio do trabalho externo. Barbosa, em seu estilo obtuso e autoritário, descartou a jurisprudência do STJ e decidiu que presos do regime semiaberto só podem trabalhar fora dos presídios após cumprirem 1/6 da pena, quando também podem progredir para o regime aberto.
            Desautorizado por seus pares e por vários membros do Judiciário, Barbosa pediu para sair. O anúncio da aposentadoria do Ministro Joaquim Barbosa livra o Poder Judiciário de um dos piores quadros da história.

3)         A proposta de alteração do Bolsa Família do senador Aécio Neves aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado consegue prejudicar em uma só tacada dois programas do governo federal: o próprio Bolsa Família e o PRONATEC. O interessante é que o Senador, em nenhum momento anterior demonstrou qualquer preocupação social quanto as mazelas do povo brasileiro.
            Na verdade, Aécio Neves mal pode esperar sua eleição para acabar com os programas sociais do Governo federal.

4)         “Tem que baixar o cacete nos vândalos”, diz Ronaldo Fenômeno na Folha de São Paulo, após anunciar seu apoio ao candidato Aécio Neves. Nas manifestações de junho passado, o Fenômeno já havia declarado que não se faz Copa do Mundo construindo hospitais. Esse mesmo Ronaldo, que junto aos grupos de mídia, empreiteiros e administradores públicos corruptos, ganharam rios de dinheiro com a Copa agora se finge de envergonhado. Diria Romário: Ronaldo, assim como Pelé, com um sapato na boca é um poeta. A diferença é que sobre Pelé, até o presente momento, não paira suspeita como gestor da coisa pública; e Ronaldo, ao se envolver com a organização da Copa, meteu suas mãos na lama da política nacional.
           

            Celso Gomes.

sexta-feira, maio 09, 2014

O PIB, O PIG, AÉCIO NEVES E A PESQUISA SENSUS

  
1.                  A revisão do PIB de 2013 e o Partido da Mídia Golpista – PIG:
            Com a revisão do índice da produção industrial feita pelo IBGE – de 2,3% em 2013 e não 1,2% como divulgado até agora – o PIB do ano passado também aumenta e será mais do que os 2,3% calculados anteriormente. Cálculos preliminares da LCA Consultores indicam – segundo o Estadão ( um dos pilares do PIG) – que pode chegar a até 2,7%, o que nos aproximaria dos países que tiveram bom desempenho de crescimento no mundo, exceção dos altos índices da China.

            Com esses novos dados, o Brasil fica mais próximo de países como os Estados Unidos (2,9%), distanciando-se do desempenho do bloco do BRICS: África do Sul (1,4%), Índia (0,6%), Rússia (0,4%). Entretanto, as editorias de economia do PIG publicam dezenas de previsões para um PIB em 2014 abaixo de 2%. Afinal, estamos em anos de eleições, e o PIG esta em campanha contra o Governo Dilma, puxando a economia para baixo, minimizando as medidas de estímulo à indústria de transformação adotadas nos últimos quatro anos.
 
2.                  Pesquisa Sensus e Aécio Neves:
            Pesquisa Sensus trouxe vertiginoso salto de crescimento da candidatura ao Planalto do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Essa pesquisa foi feita sob encomenda para beneficiar o candidato tucano, que nela aparece com 20% a 22% das intenções de votos, enquanto que pesquisas IBOPE, Vox Populi e Datafolha não passa de 16% - afirma o articulista do Estado de São Paulo, José Roberto Toledo. Realizada após o programa eleitoral do PSDB em rede nacional – que teve Aécio como principal estrela – essa pesquisa é o empurrão que faltava a Aécio Neves para arrecadação de recursos entre o empresariado, bem como na disputa do apoio dos partidos da base aliada do governo.

            Toledo denuncia que houve maracutaia na pesquisa Sensus, pois Aécio foi apresentado na consulta não na tradicional cartela circular com que os institutos fazem pesquisas, mas em uma lista em ordem alfabética, com o nome dele em 1.º lugar, o que estimula o eleitor na hora de indicar sua preferência.

            Resta o silêncio eloquente do Ministério Público eleitoral e o Tribunal Superior Eleitoral – TSE. Houvesse sido realizada para favorecer o PT, a grita do PIG seria geral.
 
3.                  Segundo o jornal Valor Econômico, a candidatura presidencial do senador Aécio Neves obteve 70% do apoio entre os 103 empresários e executivos presentes ao Fórum Executivo de Valor, promovido pelo referido jornal. Recentemente, Aécio Neves se autodefiniu como o candidato do agronegócio, em evento do setor em Ribeirão Preto – SP. Agora, é o candidato do empresariado em geral. Em outras palavras, no discurso do candidato tucano, o povo, até o presente momento, não teve lugar.
 
            Celso Gomes
 
 
 
 

 

terça-feira, março 25, 2014

CURTAS REFLEXÕES DE OUTONO

                        CURTAS REFLEXÕES DE OUTONO

                        No meio do ano passado, para ser mais exato em 30/07/2013, em um texto denominado “Curtas reflexões de meio de ano”, publiquei no http://celsoarrabaldes.blogspot.com.br/, uma série de reflexões sobre o que via naquele momento político. Entre essas reflexões, há duas que precisam ser corrigidas, pois de forma nenhuma se confirmaram.

1.                     A primeira diz respeito ao setor da sociedade brasileira, que estava calado: “as vivandeiras do golpe e a os filhos da Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Desenha-se um golpe.” Ora, pois, pois: as marchas de sábado 22 de março de 2014 desautorizaram-me totalmente. Fiasco! A marcha era apenas de uma família em Porto Alegre. A mídia fez muito alarde, mas a montanha pariu um rato.

2.                     A segunda diz respeito ao Eduardo Campos. Escrevi à época: “Campos pode ser uma segunda via viável para o Lulismo.” Errei. Campos se tornou um caso patológico. Até ontem era governo, agora quer tomar o lugar de Aécio Neves como se fosse oposição desde o início. Pior: diz que quer inaugurar uma nova forma de fazer política no Brasil, mas faz acordo político com Inocêncio de Oliveira, Ronaldo Caiado e tem Marina Silva como vice. E quer que esqueçamos o que fez para colocar a mãe como Ministra do Tribunal de Contas da União e sua condenação administrativa no caso dos precatórios. Ou seja, é a mesma coisa que o acordo PT-PMDB.

3.                     Conjuntura mundial: a crise de 2008 não acabou. Há claros sinais de recuperação da economia estadunidense; bem como da Europa e Japão, mas, exceto pela economia japonesa, que estava estagnada há décadas, as economias européia e norte-americana estão muito distantes do que eram antes de 2008.

4.                     Da mesma forma, a euforia com o BRICS arrefeceu, principalmente, com o Brasil. Agora com a Rússia que espanou a invasão de seu quintal.

5.                     É ilusão pensar que o PIB brasileiro, a curto prazo, vai crescer a taxas superiores às atuais.

6.                     Por outro lado, discurso oposicionista não eleva taxa de PIB. Há muito pouca margem de manobra para um Estado nacional diante dos grandes conglomerados financeiros internacionais.            

7.                     Diante da crise européia, o movimento conservador, principalmente na Grã-Bretanha, partiu para cima dos direitos sociais, buscando diminuir o gasto público e, obtendo como reflexo, o aumento da diferenças entre os mais ricos e os mais pobres. Ou seja, a apropriação capitalista se aproveitou da crise para fazer o que sempre fez: acumular capital.

8.                     O mundo depois de 2008 é um mundo bem diferente. O continente europeu empobreceu e perdeu sua relevância política e econômica, e teve, exceto pela Alemanha, diminuída sua capacidade de gerar riquezas como possuía antes de 2008. Países como Espanha, Portugal, Grécia e Irlanda tiveram fechadas as torneiras do financiamento.

9.                     Merkel pela força da economia conseguiu o que Hitler tentou pelas armas.

10.                   André Lara Resende se distancia do PSDB e se aproxima de Marina Silva com o seguinte discurso: o crescimento econômico esta próximo de se esgotar em face dos limites do planeta. Voltaremos a Lara Resende em outro texto.

11.                   Conciliar ambientalismo com diminuição da pobreza: esse é o desafio. É obvio que o planeta não suportará por muito tempo o nível médio de consumo dos países desenvolvidos, mas, o que fazer? É preciso incluir esse imenso contingente populacional abaixo e próximo à linha da pobreza. As opções são difíceis: diminuir o padrão de consumo do setor mais rico de forma a equalizar o consumo, ou seja, fazer um pacto de mediocridade; ou deixar tudo como esta: aos pobres, sua pobreza; aos ricos, sua riqueza.

12.                   É preciso mudanças no Estado brasileiro, que gasta o tanto quanto arrecada com sua própria operação e presta serviços públicos de péssima qualidade, e nesse tópico estou incluindo serviços de todos os entes da Federação; bem como os serviços administrativos e judiciários. Pagamos muito para manter esse Estado que nos devolve muito pouco em saúde, educação e segurança.


                        Celso Gomes


terça-feira, julho 30, 2013

Curtas reflexões de meio de ano:





1.                     Escrevi em dezembro de 2012: “A direita brasileira não esta acostumada com tantas derrotas políticas. Os udenistas voltam ao palco. O moralismo hipócrita toma conta da mídia e contamina o STF. Um setor da sociedade brasileira, que estava calado, volta a se manifestar: as vivandeiras do golpe e a os filhos da Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Desenha-se um golpe. Não nos modelos antigos, de quartelada, mas do modo democrático (argh). Semelhantes ao golpe contra Lugo e Zelaia.(...).” (http://celsoarrabaldes.blogspot.com.br )

2.                     O movimento veio, mas sobrou para todo mundo. A Ralé dirigiu-o. Antes que me critiquem, busquem o conceito de Ralé em Filosofia. Havia uma direção à esquerda, pela melhoria dos serviços públicos e contra o aumento da passagem, mas se percebia dentro dele o movimento imperceptível da Ralé, que caminha perigosamente sobre o fio da navalha.

3.                     Havia indícios, mas não foram lidos. Não se arquiva uma petição contra a posse de Renan Calheiros como Presidente do Congresso, assinada por um milhão e trezentas mil pessoas, impunemente. O Parlamento brasileiro vive desconectado da realidade.

4.                     Em uma sexta feira de Junho, um dirigente do PSTU eufórico me disse: vamos derrubar o Governo, referindo-se, logicamente, ao Governo do PT. Na sexta feira seguinte, foram expulsos da Cinelândia aos gritos: “sem partidos.” Nesse momento, clamaram por uma unidade das esquerdas. Pulei fora: o movimento não era totalmente contra os partidos políticos, mas contra a tentativa oportunista de protagonismo de alguns partidos.

5.                     Escrevi em dezembro: “Dilma atucanou. Sua política econômica difere muito pouco da tucana.” (http://celsoarrabaldes.blogspot.com.br). Sua política econômica é boa para os ricos – vide os lucros estratosféricos do sistema financeiro – bem como aos mais desfavorecidos. Em outras palavras, os ricos têm a Bolsa e o BNDES; e os pobres têm a Bolsa Família. E a classe média? Paga todos os impostos e não tem educação pública, segurança, saúde pública, em suma, serviços públicos de qualidade FIFA. Depois não compreendem a insatisfação e a queda nos índices de aprovação do governo.

6.                     A direita tenta cooptar, mas a pauta ainda a assusta.

7.                     O contingente populacional que não votou em ninguém nas últimas eleições é assustador. Para esse povo, ninguém os representa. Aberta a temporada de caça ao Messias.

8.                     A oposição ao Governo Dilma é inconsistente. Aécio não emplaca, falta-lhe tudo: carisma, história, sensibilidade, traquejo. É mais um jogo de marketing político do que liderança. Eduardo Campos surge como alternativa, tanto à esquerda, quanto à direita. Vocês acham que Lula é bobo? Campos pode ser uma segunda via viável para o Lulismo. Não vejo ainda como Marina possa cooptar essa massa que foi para as ruas.

8.                     O modelo petista na economia se esgotou. Não sairemos da crise com tentativas de financiar o consumo, aumentando o endividamento da população. Essas desonerações têm fôlego curto e quebram o pacto federativo. Do jeito que as coisas caminham, Serra será o próximo Presidente da República.

9.                     A Prefeitura de Haddad acabou em seis meses. É mais um tecnocrata, assim como Dilma – ambos inventados por Lula – metido a fazer política. Faltam-lhes as mesmas coisas que Aécio: carisma, sensibilidade, história, vínculo orgânico com a classe trabalhadora. Anunciar o recuo no preço das passagens sentado no colo de Alckmin foi o fim da picada. Caminhou sozinho para o cadafalso.

10.                   Essa parte do movimento que gosta de quebrar bancos contam com minha simpatia. Confesso que sou simpático a esses mascarados que quebram agências bancárias e atacam prédios públicos. Como diria Proudhom: a propriedade é um roubo!

11.                   Há bandidos no movimento. É claro. A composição da Ralé é muito heterogênea. Ratos saem dos esgotos. Mas, em minha opinião, o ataque as bancos é de um simbolismo flagrante. Essa insistência em atacá-los conta com minha compreensão. O capital financeiro, que domina o atual estágio histórico em que vivemos, tem espoliado nosso povo, sugado o sangue do Estado brasileiro, minando todas as políticas públicas de distribuição de renda e investimentos sociais. É um câncer! Mina as energias do país e impossibilita qualquer tipo de progresso. 

12.                   O Papa Francisco veio, mas não expulsou esse vampiro que suga o sangue das nações, fazendo-as ficar de joelhos. Nações inteiras de joelhos no chão, escorchadas, exangues. O Itaú anunciou seus lucros, mais uma vez históricos, nesse mês de Julho.

13.                   A alta do tomate fez o Alexandre Tombini recuar diante da chantagem do Mercado Financeiro, no momento em que o Banco Central caminhava na direção correta.  Vamos todos às vidraças.

14.                   A Direção Nacional do PT em reunião concluiu que seria preciso fazer inflexões na política econômica e na composição dos ministérios; que era preciso rever a política de alianças efetuada pelo Governo; que a base aliada não vai romper com os limites da institucionalidade conservadora; etc. Nada disso consta no documento publicado. Ou seja, mais um recuo do PT.

15.                   Previ em dezembro de 2012 que 2013 seria um ano difícil para o Governo petista. Prevejo agora: 2014 será bem pior.

Celso Gomes.